Prefeita Anna Lorena diz que comporá chapa novamente com vice-prefeito Celecileno e refuta estigma de traidora pregado por grupo Henrique

A prefeita de Monteiro, Anna Lorena, foi a entrevistada de estreia do programa Conexão, uma iniciativa dos portais de notícia De Olho no Cariri e Paraíba Mix. O programa teve duas horas de duração e já conta com um alcance de aproximadamente 30 mil espectadores.

Anna Lorena respondeu sem titubear todas as perguntas feitas pelos jornalistas Klebson Wanderley, Júnior Queiroz, Jacqueline Oliveira e Lázaro Farias. Numa das primeiras, ela disse que não teria a menor condição de fazer um governo na qualidade fantoche e confirmou que aí começou toda a cisma com o Grupo Henrique, levando posteriormente ao rompimento. “Eu nunca pedi para ser vereadora, nunca pedi para ser prefeita, até sonhava morar fora do País, mas quis Deus que eu estivesse aqui e na qualidade de gestora não deixaria de imprimir minha marca, de beneficiar minha cidade com ações e não aceitaria ser teleguiada por interesses que não fossem os meus”, afirmou.

A prefeita refutou ainda as críticas de opositores de que seus deputados não estão destinando recursos para Monteiro e listou várias obras que são fruto de emendas ou projetos conquistados pelo deputado Welington Roberto e o estadual Adriano Galdino. A gestora, entretanto, não deixou de reconhecer o empenho recente feito pela opositora e deputada federal Edna Henrique, alegando, entretanto, que espera mais recursos destinados por ela para a cidade que lhe deu a maior votação nas últimas eleições.

Anna Lorena falou amplamente sobre o rompimento com o Grupo Henrique e deixou claro que não lhe cabe a roupa de traidora. “Quem me traiu e traiu Monteiro foram aqueles que não honraram o compromisso que selamos com a população durante a campanha eleitoral. A traição foi de lá para cá e para com os monteirenses. A população escutou o tempo todo da boca deles que eu seria uma boa gestora, que eu estava preparada; agora não é da minha índole, nem eu jamais aceitaria ser um fantoche nas mãos de ninguém”.

Lorena ainda falou sobre a possibilidade de uma futura candidatura a deputada estadual. Ela disse que não estava em seus planos, mas assim como nunca esteve em seus planos ser vereadora, entrar para a política e chegar ao honroso cargo de prefeita, não seria esse desafio que ela recusaria se assim fosse chamada. “Mas realmente não há planos de minha parte”, finalizou.

ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA:

De Olho no Cariri

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil