Pesquisador da UEPB é selecionado para gerenciar projeto sobre vacina contra a Covid-19

O pesquisador do Núcleo de Tecnologias Estratégicas em Saúde (Nutes) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Roberto Carlos Júnior, foi selecionado como gerente de projeto para o estudo “Desenvolvimento de vacina para SARS-CoV-2 utilizando VLPs”, liderado pelo professor Jorge Kalil, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), e desenvolvido junto ao Incor (Instituto do Coração).

Trata-se de uma iniciativa que visa utilizar a plataforma de vacinas baseadas em partículas vírus símile (vírus like particles, ou VLP) conjugando sequências peptídicas do SARS-CoV-2 aos Q²VLPs e VP1VLPs da proteína Spike, utilizando-os como mecanismo de entrega de antígenos peptídicos aos componentes celulares do sistema imunológico. Roberto Carlos foi selecionado por meio de entrevista com Jorge Kalil, sobre gerenciamento de saúde. Como já trabalhava no Nutes com as ferramentas necessárias para o projeto de gerenciamento, foi aceito.

“Sempre serei grato ao Nutes. Toda essa conquista tem grande parte da instituição que represento. Os aprendizados com os professores do Mestrado em Ciência e Tecnologia em Saúde e do Nutes, coordenadores de laboratórios e colegas de pesquisas tem servido do dia após dia para cada decisão que tenho que tomar que envolve o projeto. A vacina é uma realidade que acontecerá em questão de tempo e trará grande impacto a toda população. Não há dúvidas que é um grande privilégio fazer parte deste momento”, disse o pesquisador.

Ascom

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil