Defesa de Flávio Bolsonaro entra com Habeas Corpus preventivo no STF

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) entrou com um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF). O caso, que tramita sob sigilo, está sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes. O “cuidado” foi tomado após a operação do Ministério Público do Rio de Janeiro que mira denúncias de “rachadinha” no gabinete de Flávio no tempo em que era deputado estadual.

Como o habeas corpus foi protocolado na noite da última quarta-feira (18) no Supremo, às 23h43, o processo ainda pode ser analisado por Gilmar Mendes, mesmo com o início do recesso do STF, que fez a sua última sessão plenária hoje.

Fontes ouvidas pelo Estadão que acompanham o caso acreditam que as maiores chances de o senador obter uma vitória seria durante o período do recesso, que ficará sob comando de Toffoli e do vice-presidente do STF, ministro Luiz Fux até o final de janeiro.

Tanto Toffoli quanto Fux já deram – também durante o plantão do Supremo – liminares que beneficiaram o filho do presidente da República neste ano.

ENTENDA O CASO

O Ministério Público do Rio de Janeiro afirma ter indícios de que o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) e sua mulher, Fernanda, pagaram em dinheiro vivo de forma ilegal R$ 638,4 mil na compra de dois imóveis em Copacabana (zona sul).

Para os promotores, o uso de recursos em espécie tinha como objetivo lavar o dinheiro obtido por meio da “rachadinha” no antigo gabinete de Flávio na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), que consiste em coagir servidores a devolver parte do salário para os deputados.

A informação sobre os imóveis consta do pedido de busca e apreensão de 111 páginas feito pelo MP-RJ à Justiça fluminense, autorizado e cumprido em operação nesta quarta-feira (18).

A suspeita dos promotores decorre do fato de Glenn Dillard, responsável por vender os imóveis a Flávio e Fernanda, ter depositado ao mesmo tempo em sua conta os cheques entregues pelo casal e a quantia em dinheiro vivo.

No dia 27 de novembro de 2012, Flávio e a mulher compraram dois imóveis em Copacabana. A escritura aponta o valor da operação como sendo de R$ 310 mil.
O pagamento ocorreu em duas etapas. Primeiro, foi feito um sinal de R$ 100 mil pago em cheques no dia 6 de novembro. Dois cheques (que somam R$ 210 mil) foram entregues na data da assinatura da escritura.

O MP-RJ afirma que, no mesmo dia da concretização do negócio, Dillard esteve no banco HSBC, onde tinha conta, para depositar os valores. A agência usada fica a 450 metros do cartório onde foi assinada a escritura, que, por sua vez, fica a 50 metros da Assembleia Legislativa do Rio.

Com Revista Fórum 

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Dois homens foram presos suspeitos de tráfico de drogas nesta quinta-feira (8), no município de Serra Branca, no Cariri paraibano. A ação foi realizada por policiais militares do 11º Batalhão de Polícia Militar (11º BPM), durante atividades de policiamento ostensivo na cidade.

De acordo com informações da Polícia Militar, os suspeitos estavam em uma motocicleta quando foram interceptados pelos policiais durante uma abordagem de rotina. Durante a fiscalização, os militares encontraram 15 papelotes contendo uma substância semelhante à maconha.

Diante do material encontrado, os dois ocupantes da motocicleta foram detidos para a adoção dos procedimentos legais cabíveis. A identidade dos suspeitos não foi divulgada.

A Polícia Militar não informou o local exato da abordagem nem se outros materiais foram apreendidos durante a ocorrência.

A ação integra o trabalho de combate ao tráfico de drogas e à criminalidade desenvolvido pelo 11º BPM, responsável pelo policiamento em municípios do Cariri paraibano.

De Olho no Cariri

Com 11º Batalhão de Polícia Militar