Lula sai em defesa de Ricardo: “Até que se prove, ele é inocente”

O ex-presidente Lula (PT) saiu em defesa do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), alvo de um mandado de prisão na sétima fase da Operação Calvário. Durante agenda política no Rio de Janeiro, nessa quarta-feira (18), Lula prestou solidariedade ao aliado na Paraíba.

“Quero prestar solidariedade a um companheiro que ontem foi denunciado e dado ordem de prisão contra ele, que é o nosso companheiro ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho. Ele foi acusado por uma delação, até que se prove o contrário tenho certeza que ele é inocente, que prove que ele é culpado, mas não por um delator, mas por provas no autos do processo”, discursou o petista, que continuou:

“Não precisaria comunicar a Interpol. Deveria esperar ele voltar ao Brasil, fazer um julgamento decente e justo e se provarem que ele ou qualquer um de nós é culpado, que se prenda. Mas antes de fazer um processo justo, não é correto o que fizeram com ele”, afirmou.

No despacho assinado pelo desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba, Ricardo Vital, que autorizou a Operação Juízo Final, um desdobramento da Calvário, o Ministério Público da Paraíba aponta o ex-governador Ricardo Coutinho como líder e responsável pela “organização criminosa” de desviar recursos públicos da Saúde.

“A medida cautelar ajuizada pelo Ministério Público da Paraíba colaciona um extenso material probatório, todo ele apontando o investigado Ricardo Vieira Coutinho como principal líder da Organização Criminosa e responsável direto, tanto pela tomada de decisões dentro do organismos delituoso, quanto aos métodos de arrecadação de propina, sua divisão e aplicação. Segundo as investigações, ele é o chefe do agrupamento que teria se estabelecido no Estado Paraibano”, diz um trecho.

Com Mais PB

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

A Justiça da Paraíba determinou a suspensão da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Serra Branca, no Cariri do estado, em relação ao biênio 2027/2028. O pleito ocorreu em janeiro de 2026 e decisão também suspende a posse dos eleitos.

O juiz Odilson de Moraes considerou a eleição incompatível com a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelece o princípio da contemporaneidade para votação e fixa o mês de outubro do ano anterior ao início do período direto como tempo mínimo para o pleito.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) pediu a declaração da nulidade absoluta da eleição da Mesa Diretora da Câmara de Serra Branca e determinação da realização de novo pleito em conformidade com a Lei.

Segundo o promotor o promotor Ailton Nunes Melo Filho, a eleição ocorreu aproximadamente um ano antes do período legal, o que contraria a Lei Orgânica do Município e dos parâmetros do STF.

Ainda segundo o MPPB, o órgão chegou a expedir recomendação para a imediata anulação de todos os atos referentes ao pleito antecipado, mas a Câmara Municipal negou o pedido.

A imprensa tentou contato com a Câmara Municipal de Serra Branca, mas até a última atualização desta matéria não obteve retorno.

Com G1 Paraíba