Crise no PSB: Dos 58 prefeitos da legenda, pelo menos 40 já teriam hipotecado solidariedade a João

Será que o ex-governador Ricardo Coutinho imaginou o tamanho do racha que a tomada à força do Diretório Estadual do PSB provocaria? Apostou que ainda teria força política para conter qualquer tipo de rebelião e fazer as coisas ao seu modo?

Não funcionou assim. Ao que tudo indica, o PSB pode repetir o PMDB, que em 1998 rachou. Uma parte seguiu o ex-governador Ronaldo Cunha Lima e depois fundou o PSDB, e a grande maioria ficou com o governador José Maranhão, que obteve a reeleição com a maior votação da história recente: 80,72% dos votos válidos, no 1° turno.

João Azevedo ainda não fez declaração após a reunião de ontem que nomeou uma Comissão Provisória para a Paraíba, tendo Ricardo como presidente e ele como vice, proposta que tinha recusado por antecipação. Mas, para o seu entorno, a questão está resolvida e será questão de tempo a troca de legenda. Seu líder, o deputado Ricardo Barbosa diz que não existe mais clima para ele ficar no PSB, destaca publicação da jornalista Lena Guimarães, no Correio da Paraíba.

O PSB não corre o risco de perder apenas o governador. O presidente do Poder Legislativo, deputado Adriano Galdino disse que assim que a legislação permitir, irá para outra legenda. Dos oito deputados estaduais do PSB, quatro se posicionaram a favor de João, dois estão indecisos e dois com Ricardo.

O único senador da legenda, Veneziano Vital do Rêgo, cuja esposa Ana Claudia é secretária de Articulação Municipal e cotada para candidata a prefeita de Campina, também recusou compor a Comissão Provisória. Ricardo mantém o apoio do deputado Gervásio Maia.

Dos 58 prefeitos da legenda, pelo menos 40 já teriam hipotecado solidariedade a João, sentimento que levou os presidentes do PSB de Santa Rita, Cabedelo e Bayeux a renunciarem aos cargos. Dos quatro vereadores do partido na Capital, dois – Léo Bezerra e Tibério Limeira assinaram nota se comprometendo com o governador.

Até o PT, que tem Luiz Couto no secretariado e espera que Anísio Maia volte à Assembleia, divulgou nota afirmando que seguirá fazendo parte do governo de João, por entender que “está sintonizado com nossos anseios, lutas e sonhos de dias melhores para nosso povo”.

Até aqui, os números favorecem João. “Vitória de Pirro” para Ricardo.

Clique AQUI e confira a publicação na íntegra

Com Paraíba RádioBlog

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Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem tecnicamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno. De acordo com os dados divulgados pelo PoderData nesta quinta-feira (17), o senador vai a 46% das intenções de voto contra 44% do presidente.

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Como a margem de erro máxima da pesquisa é de 1,8 ponto percentual, o distanciamento entre os candidatos configura um empate técnico. Os eleitores que declararam voto branco ou nulo somam 8%, enquanto 2% não souberam responder.

Ao observar a série histórica do levantamento, Lula oscilou de 45% para 44% na comparação com a rodada anterior, divulgada em 10 de setembro. No mesmo período de tempo, Flávio Bolsonaro também recuou de 47% para 46%.

O gráfico estimulado aponta uma inversão de posições ao longo do ano. Em maio de 2026, o atual presidente liderava com 46% da preferência do eleitorado, momento em que o nome do PL registrava 42% no embate direto.

O instituto também avaliou cenários com o escritor Augusto Cury (Avante). Na hipótese de disputa final contra o candidato do PT, Augusto Cury vai a 45% e aparece em empate técnico com Lula, que soma 42%.

Nesta simulação específica, os votos brancos e nulos alcançam a marca de 11%, e os eleitores indecisos chegam a 2%.

Já em um cenário exclusivo entre nomes do campo da direita, Flávio Bolsonaro lidera com 43% das intenções de voto, com vantagem numérica sobre Augusto Cury, que marca 36%. A taxa de brancos e nulos atinge 18%, e 2% não sabem em quem votar.

Metodologia

A pesquisa PoderData entrevistou 3.000 eleitores, entre os dias 13 e 16 de setembro de 2026, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa realizada com recursos do próprio instituto está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00360/2026.

De Olho no cariri

Com CNN Brasil