FIM DA LUA DE MEL: Grande parte das lideranças do PSB opta por João na queda de braço com Ricardo pelo comando do partido

A crise no PSB da Paraíba está apenas no começo, mas em seus primeiros capítulos tem deixado evidente uma realidade: o poder da caneta é maior do que qualquer articulação política. Assim está ocorrendo na queda de braço dos dois principais líderes socialistas: João Azevedo e Ricardo Coutinho.

Após a intervenção no Diretório Estadual feita pelo PSB Nacional, Ricardo assumiu o comando provisório da legenda sob o argumento de unidade, mas o que está vendo é uma avalanche de declarações negativas a essa intervenção e  inclusive, até o momento a maioria dos pessebistas convidados para compor a Comissão Provisória declinaram do convite e afirmaram não concordar com a iniciativa.

O primeiro a recusar o convite foi o próprio governador João Azevedo, que seria o vice-presidente. Em seguida veio o ex-presidente Edvaldo Rosas, que assumiria uma das secretarias do partido, o senador Veneziano Vital também recusou o convite para ser Secretário Geral e por fim a Secretária Estadual de Mulheres no PSB, Valquíria Alencar de Sousa, se recusou a fazer parte da comissão provisória.

A comissão por hora continua composta por apenas três integrantes: o ex-governador Ricardo Coutinho como presidente, a prefeita do Conde, Márcia Lucena, como primeira secretária e Fábio Maia como secretário de Finanças.

O retrato da demandada da comissão provisória parece pelo visto ser o mesmo das lideranças do PSB em todo o Estado. Pouco a pouco, as lideranças tem hipotecado apoio ao governador João Azevedo e Ricardo vai ficando isolado no ninho girassol.

De Olho no Cariri

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O novo primeiro suplente do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) nas eleições deste ano, Matheus Lucena (PDT), declarou à Justiça Eleitoral não possuir bens a declarar. Conforme verificado, o pedido já consta no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com status de “concorrendo”.

Filho do ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB) e irmão da ex-secretária executiva de saúde da Capital, Janine Lucena (PSD), Matheus disputa uma eleição pela primeira vez. Filiado ao PDT, ele foi indicado para a vaga no último prazo permitido pela Justiça Eleitoral para substituição de candidaturas e agora aguarda a análise do registro pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

Matheus assumiu o posto depois que Janine desistiu de disputar a primeira suplência da chapa de Veneziano. O pedido de renúncia foi protocolado na última segunda-feira (14), poucos dias após o TRE-PB indeferir, por unanimidade, o registro da candidatura dela. No mesmo documento, Janine indicou o irmão para substituí-la.

A candidatura de Janine havia sido impugnada pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), com base em elementos reunidos durante a Operação Mandare, investigação que apura suspeitas de relação entre uma facção criminosa e órgãos públicos de João Pessoa. O Ministério Público Eleitoral (MPE) também citou processos envolvendo corrupção eleitoral e organização criminosa, embora Janine não possua condenações definitivas.

Veja abaixo o registro no site do TSE:

A relatora do caso no TRE-PB, desembargadora eleitoral Giovanna Mayer, votou pelo indeferimento da candidatura, sendo acompanhada pelos demais integrantes da Corte. A defesa de Janine nega qualquer envolvimento em irregularidades e afirma que as investigações ainda não foram concluídas. Horas antes de anunciar a desistência, ela também teve um recurso negado pelo TSE.

De Olho no Cariri

Com Fonte83