Roberto Paulino faz convite público para João Azevêdo se filiar ao MDB
De Olho no Cariri
O vice-presidente do MDB da Paraíba, Roberto Paulino, confirmou, em entrevista ao programa Arapuan Verdade, na tarde desta segunda-feira (09), o convite ao governador João Azevêdo (PSB) para se filiar ao partido, que, na Paraíba, é comandado pelo senador José Maranhão.
“Isso é um assunto que tem que depender do comandante, que é o senador José Maranhão, mas se o vice tiver voz, e creio que eu tenho uma certa voz dentro do partido, eu faço o convite de público, já está sendo convidado. João Azevêdo não fica desamparado não, se for para troca de partido tem o MDB”, declarou.
O convite acontece em meio ao impasse do PSB paraibano, que sofre uma dissolução de seu diretório e se encontra acéfalo desde agosto desse ano.
O novo primeiro suplente do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) nas eleições deste ano, Matheus Lucena (PDT), declarou à Justiça Eleitoral não possuir bens a declarar. Conforme verificado, o pedido já consta no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com status de “concorrendo”.
Filho do ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB) e irmão da ex-secretária executiva de saúde da Capital, Janine Lucena (PSD), Matheus disputa uma eleição pela primeira vez. Filiado ao PDT, ele foi indicado para a vaga no último prazo permitido pela Justiça Eleitoral para substituição de candidaturas e agora aguarda a análise do registro pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).
Matheus assumiu o posto depois que Janine desistiu de disputar a primeira suplência da chapa de Veneziano. O pedido de renúncia foi protocolado na última segunda-feira (14), poucos dias após o TRE-PB indeferir, por unanimidade, o registro da candidatura dela. No mesmo documento, Janine indicou o irmão para substituí-la.
A candidatura de Janine havia sido impugnada pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), com base em elementos reunidos durante a Operação Mandare, investigação que apura suspeitas de relação entre uma facção criminosa e órgãos públicos de João Pessoa. O Ministério Público Eleitoral (MPE) também citou processos envolvendo corrupção eleitoral e organização criminosa, embora Janine não possua condenações definitivas.
A relatora do caso no TRE-PB, desembargadora eleitoral Giovanna Mayer, votou pelo indeferimento da candidatura, sendo acompanhada pelos demais integrantes da Corte. A defesa de Janine nega qualquer envolvimento em irregularidades e afirma que as investigações ainda não foram concluídas. Horas antes de anunciar a desistência, ela também teve um recurso negado pelo TSE.