Após renúncia de prefeito, Câmara de Patos deve ter eleição na quinta e dois vereadores são apontados como candidatos
De Olho no Cariri
O vereador Capitão Hugo e a vereadora Edjane Araújo são apontados como candidatos ao cargo de presidente da Câmara Municipal e, por consequência, prefeito interino de Patos, no Sertão da Paraíba.
O Legislativo patoense passará por nova eleição da Mesa Diretora porque o atual presidente Sales Júnior, que estava como prefeito interino, renunciou ao comando da Câmara, nesta terça-feira (20), deixando o cargo de gestor, por consequência.
Essa nova eleição na Câmara de Patos deve acontecer até quinta-feira (22).
O Capitão Hugo conversou com o repórter de rádio em Patos, Misael Nóbrega, e disse que será candidato de qualquer forma. “Sou candidato. Nem que eu tenha apenas o meu voto. Já estou informando alguns colegas que estou vendo aqui na Câmara que não abro mão da minha candidatura.”
O novo primeiro suplente do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) nas eleições deste ano, Matheus Lucena (PDT), declarou à Justiça Eleitoral não possuir bens a declarar. Conforme verificado, o pedido já consta no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com status de “concorrendo”.
Filho do ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB) e irmão da ex-secretária executiva de saúde da Capital, Janine Lucena (PSD), Matheus disputa uma eleição pela primeira vez. Filiado ao PDT, ele foi indicado para a vaga no último prazo permitido pela Justiça Eleitoral para substituição de candidaturas e agora aguarda a análise do registro pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).
Matheus assumiu o posto depois que Janine desistiu de disputar a primeira suplência da chapa de Veneziano. O pedido de renúncia foi protocolado na última segunda-feira (14), poucos dias após o TRE-PB indeferir, por unanimidade, o registro da candidatura dela. No mesmo documento, Janine indicou o irmão para substituí-la.
A candidatura de Janine havia sido impugnada pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), com base em elementos reunidos durante a Operação Mandare, investigação que apura suspeitas de relação entre uma facção criminosa e órgãos públicos de João Pessoa. O Ministério Público Eleitoral (MPE) também citou processos envolvendo corrupção eleitoral e organização criminosa, embora Janine não possua condenações definitivas.
A relatora do caso no TRE-PB, desembargadora eleitoral Giovanna Mayer, votou pelo indeferimento da candidatura, sendo acompanhada pelos demais integrantes da Corte. A defesa de Janine nega qualquer envolvimento em irregularidades e afirma que as investigações ainda não foram concluídas. Horas antes de anunciar a desistência, ela também teve um recurso negado pelo TSE.