Sem bombeamento, Transposição do Rio São Francisco tem rachaduras e plantas no concreto

A última vez que o canal da Transposição das Águas do Rio São Francisco recebeu água foi há mais de três meses. De lá para cá tem surgido rachaduras e até plantas nas margens e dentro do canal de concreto. A denúncia de abandono no Eixo Leste está sendo feita pelo vereador da cidade de Monteiro, no Cariri do Estado, Ricardo Menezes (Cajó). Ele conta que sem a água do Velho Chico os moradores ribeirinhos têm passado dificuldades na região.

“Não temos uma resposta concreta do Governo Federal. A população ribeirinha está prejudicada. Uma obra caríssima e começando a ter desgaste acima do normal”, afirmou Cajó. Em alguns pontos, as árvores dentro do canal têm mais de um metro de altura.

As águas da Transposição começaram a chegar na Paraíba no Eixo Leste no dia 08 de março de 2017. A obra, que foi iniciada na gestão do ex-presidente Lula (PT) e concluída com o ex-presidente Michel Temer, prometia garantir a segurança hídrica para cerca de um milhão de pessoas que seriam beneficiadas com o projeto, contemplando 35 cidades da Paraíba e de Pernambuco.

As águas da Transposição abastecem Campina Grande e mais dezoito cidades do Estado, através do Açude de Boqueirão. Na época em que foi inaugurada a obra retirou o açude, que estava com 2,9% da capacidade, de um colapso iminente. O Eixo Leste é composto por 217 km. São seis estações de bombeamento, cinco aquedutos, um túnel e 12 reservatórios.

Informações Com Pleno Poder

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri