Governo doa 42 mil itens para reforçar segurança nos estados

O Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou hoje (3), em Brasília, a doação de 42 mil itens de segurança para todos os 26 governos estaduais e o Distrito Federal. Os bens, que fazem parte do acervo da Força Nacional de Segurança Pública, estão avaliados em R$ 43 milhões e incluem armamentos, munições, viaturas, equipamentos de proteção individual (EPI), equipamentos de proteção coletiva e coletes balísticos.

A cerimônia de doação, que ocorreu na Praça dos Três Poderes, contou com a presença do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e do ministro da Justiça, Sergio Moro. Integrantes da Força Nacional realizaram um desfile militar para exibir parte dos equipamentos doados. De acordo com o secretário nacional de Segurança Pública, Guilherme Teóphilo, os itens estavam guardados em depósitos da Força Nacional em diversas partes do país, muitos deles ociosos e próximos do prazo de validade.

Em rápido pronunciamento, Sergio Moro ressaltou que a iniciativa visa reforçar a parceria federativa entre União, estados e municípios, nas ações de segurança pública. Ele também ressaltou a queda nos índices de criminalidade registrada nos primeiros meses do ano. Segundo o próprio Ministério da Justiça, a taxa de homicídios recuou 23% no primeiro bimestre.

“Essa redução é alvissareira, embora, devemos ressalvar que, mesmo com essa redução, os números ainda existentes são muito ruins”, disse.

Com Click PB

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri