Homem que estuprou filha menor na Paraíba é condenado a 13 anos

Por unanimidade e em harmonia com o parecer ministerial, os membros da Câmara Criminal do TJPB mantiveram sentença do Juízo de 1º Grau que condenou um pai a uma pena de 13 anos e seis meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, por ter praticado atos libidinosos, sem conjunção carnal, contra sua filha menor. Com a decisão, apreciada durante a sessão ordinária desta terça-feira (2), o Colegiado negou provimento ao apelo do genitor, de 68 anos de idade.

A Apelação Criminal nº 0032506-87.2016.815.2002 teve a relatoria do desembargador Ricardo Vital de Almeida, e o entendimento foi acompanhado pelo desembargador Joás de Brito Pereira Filho e pelo juiz convocado Tércio Chaves de Moura.

No 1º Grau, o juiz da 6ª Vara Criminal da Capital, Rodrigo Marques Silva Lima, condenou o acusado como incurso nas penas do artigo 217-A do Código Penal. Inconformada, a defesa afirmou que as declarações da vítima podem ter sido provenientes de “falsa memória” ou “memória induzida”, vez que as acusações começaram após iniciado o processo de divórcio litigioso dos genitores, deixando demonstrada a fragilidade e insuficiência de provas.

A defesa asseverou que o acusado foi prejudicado na dosimetria da pena por não ter confessado o crime que não cometeu, e, ainda, por uma suposta ilação que orientou a vítima a mentir, o que não restou comprovado em nenhum momento, além de ter sido considerada a condição de pai, para aumentar a sanção, na primeira e na terceira fase da aplicação da reprimenda, caracterizando o bis in indem (repetição sobre o mesmo).

Ao negar provimento, o desembargador Ricardo Vital ressaltou que estava comprovada a materialidade delitiva, através das declarações da vítima na fase inquisitorial, bem como pelos depoimentos das testemunhas em juízo.

“Embora o laudo sexológico tenha concluído que a examinada não é virgem e que a perita não tem elementos de convicção para afirmar ou negar o fato, até por conta do lapso temporal decorrido entre os fatos e a realização do exame, o crime encontra-se devidamente demonstrado, pelos elementos probatórios amealhados aos autos”, destacou o relator.

Ele citou, ainda, posicionamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ). “O simples fato de o laudo pericial concluir pela ausência de vestígios de prática sexual, não afasta, por si só, a materialidade do delito, até porque a consumação do referido crime pode ocorrer com a prática de atos libidinosos diversos da conjunção carnal, como no caso concreto”, afirmou o desembargador Vital.

Quanto à autoria delitiva, o relator verificou que as declarações da vítima e os depoimentos testemunhais são harmônicos e expurgam qualquer dúvida, evidenciando a prática do delito pelo genitor. Já em relação às declarações da filha de quepodem ter sido provenientes de falsa memória, o desembargador Ricardo Vital ressaltou que ambos (pai e filha) possuíam excelente relação, situação que afasta a tentativa defensiva de desmerecer as declarações da vítima.

Com PB Agora

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri