Pai de Gabriel Diniz anuncia fundação em homenagem ao cantor no São João de Campina Grande

“Ele já era um anjo antes de falecer”. Foi com esta declaração que o pai do cantor Gabriel Diniz, Cizinato Diniz, justificou a criação da fundação que receberá o nome do filho. O anúncio foi feito na noite deste domingo (30), data em que GD, como o artista era carinhosamente conhecido, se apresentaria pela sétima vez consecutiva no São João de Campina Grande.

A apresentação encerrou o ciclo de homenagens feitas ao cantor, que morreu na queda de um avião de pequeno porte junto com outras duas pessoas, no mês de maio. O trio fazia o trajeto entre Salvador e Maceió, para onde Gabriel viajava para comemorar o aniversário da namorada, Karoline Calheiros

Segundo Cizinato, a iniciativa surgiu para preservar lembranças da carreira de sucesso traçada por Gabriel. Mas tem uma missão ainda maior, a de “ajudar o próximo”, algo que o cantor fez muito em vida. Ele contou que estuda formas de ajudar crianças carentes que alimentam o sonho de ingressar no mundo da música.

“Eu vou pesquisar com muito cuidado pra fazer uma fundação, um espaço pra colocar todas as cosias dele como cartas, vestuário, as músicas. Isso para que as pessoas possam visitar. Já tenho o espaço que é o estúdio dele e vamos investir em crianças carentes, as que têm o talento e ninguém descobre”, explicou.

Tomado por uma emoção inevitável, Cizinato lembrou do perfil do filho. “O Gabriel é tudo isso que o povo fala, estou descobrindo muito ainda sobre ele. As pessoas me dizem que ele as ajudou de várias formas e em silêncio. Não é porque faleceu que virou anjo, ela já era anjo antes de falecer”, enfatizou.

Para os fãs, ele deixou a alegria como legado. Já para o pai, o que ficou foi a solidariedade e olhar caridoso do filho. “Ele era um cara muito preocupado com as pessoas, até pelo sorriso ele ajudava alguém. É isso que ele me deixa”, concluiu.

NO PALCO

Subiram ao palco do Parque do Povo para homenagear Gabriel Diniz, o pai dele, Cizinato Diniz; a irmã, Mylena Diniz; a namorada, Karolyne Calheiros e a banda com quem o artista dividia a rotina de shows e viagens. Em todos os momentos, eles passaram uma mensagem de felicidade, a marca de GD.

“Que hoje seja um dia de alegria, porque ele não gostava de tristeza”, disse Cizinato. Com a bênção do pai do cantor, o show começou com o hit “Jenifer”, que o deixou conhecido nacionalmente. Na sequência, o grupo interpretou as músicas “Acabou, acabou”, “Paraquedas”, “Teus olhos”, “Do seu coração eu sou dono” e “Quem chorava hoje ri”.

Com G1 PB

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri