Arquidiocese da PB é inocentada por caso de pedofilia contra mais de 20 jovens

Uma publicação no Diário da Justiça da próxima segunda-feira (1º), feita pela 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba, inocenta a Arquidiocese da Paraíba de uma ação por danos morais pelo crime de pedofilia cometido por um padre do município de Jacaraú, no Litoral Norte do estado. As denúncias começaram a ser feitas em 2013.

No acórdão, divulgado neste sábado (29), a decisão diz que o crime não tinha ligação com a vida sacerdotal do padre. “O comportamento do protagonista revela uma faceta da vida privada, sem nenhuma vinculação com uso de recursos ou meios da vida sacerdotal da liturgia ou sacramento da religiosidade. O fato dos encontros libidinosos ocorrer na casa paroquial retrata o exercício da intimidade do lar e da sua privacidade, cujo direito lhe é assegurado pela Constituição Federal para dispor dessa garantia da intimidade pessoal”.

O padre paraibano Adriano José, encontrado morto em Pernambuco no ano de 2015, é denunciado como autor de orgias com menores, dentro de uma casa paroquial. Ele teria abusado de mais de 20 jovens na cidade de Jacaraú, onde era pároco.

Com Portal Correio

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri