Policia Civil cumpre mandado de prisão contra jovem acusado de assaltar moto em Gurjão

Na tarde desta última terça-feira(06), as equipes de Policiais Civis das Delegacias de São João do Cariri e de Soledade fizeram diligência na cidade de Soledade, onde deram cumprimento a Mandado de Prisão Temporária expedido pela comarca de São João do Cariri.

O crime em questão foi um assalto ocorrido na cidade de Gurjão, no qual uma dupla teria subtraído, mediante utilização de arma de fogo, uma Motocicleta. A vítima, após serem apresentadas as imagens de diversas pessoas, foi enfática e reconheceu a pessoa de Pedro Henrique, como sendo um dos autores do crime que fora vitimado.

Diante do que foi coletado, foi solicitada a prisão do mesmo pela Delegacia de Gurjão junto ao judiciário local, que concedeu tal medida. Agentes da Polícia Civil destacaram ainda que crime semelhante foi cometido por pessoas com características idênticas na cidade de Boa Vista, cuja participação do indivíduo detido por força do Mandado também está sendo analisada pela equipe de Policiais Civis daquela cidade.

A ação obteve êxito através do reconhecimento formal por parte da vitima e da população, que através do disk denúncia da Polícia Civil (197), e de denúncias anônimas efetuadas a Delegacia de São João do Cariri (3355-1136), tem colaborado com informações que possibilitaram a identificação do suspeito.

Quem por ventura tenha suspeita da participação deste indivíduo em outros crimes, deve manter contato através dos telefones disponibilizados para repassar as informações. O indivíduo preso, está recolhido na Cadeia Publica da cidade de São João do Cariri, à disposição da justiça.

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil