PF deflagra operação de combate a crimes eleitorais

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (24) a Operação Olhos de Lince de combate a crimes relacionados às eleições deste ano.

A investigação é resultado de acompanhamento da PF de redes sociais com objetivo de identificar e de evitar possíveis crimes eleitorais, além de ameaças aos candidatos que concorrem nas eleições.

A PF apura os crimes de violação do sigilo do voto e de incitação ao crime de homicídio. Segundo investigadores, para a identificação dos alvos foram utilizadas técnicas de reconhecimento facial, por meio de critérios científicos, que possibilitam a identificação dos suspeitos de forma precisa.

O delegado responsável pelo caso, Flávio Coca, afirmou que os envolvidos agiram individualmente, sem ligação entre eles e que se engana quem pensa que na internet o anonimato é garantido.

“As pessoas pensam que a polícia não vai chegar nelas ou que a justiça não vai alcançá-las por estarem na internet, estarem atrás de um celular, de um teclado de computador. Mas se enganam pq os olhos alcançam até as pessoas que estão imaginando que estão ocultas na internet. Não estão”, afirmou.

Esta é a segunda operação feita a partir do monitoramento das redes sociais. A primeira ocorreu no início deste mês e investigou crimes de violação de sigilo do voto e porte ilegal de arma.

Investigação

Agentes cumpriram mandados em cinco estados – São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Pará. A PF também intimou investigados a prestarem depoimento. As ações fazem parte das atividades do Centro Integrado de Comando e Controle Eleitoral.

Ao todo, a PF deflagrou nove ações – quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo (SP), Sorocaba (SP), Uberlândia (MG) e Caxias do Sul (RS). Foram intimados investigados nos municípios de Juiz de Fora (MG), Varginha (MG), Recife (PE), Caxias do Sul (RS) e Tomé-Açu (PA). Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.

Com G1

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB