Aplicativos e sites ajudam eleitores na hora de decidir voto na Paraíba; veja como

Aplicativos e ferramentas foram desenvolvidos para melhorar o acompanhamento da população sobre os gastos públicos, do patrimônio dos políticos eleitos e a atuação dos parlamentares. Partindo do princípio de que a tecnologia pode ajudar na fiscalização do poder público e na cidadania, algumas dessas plataformas estão disponíveis na internet e podem ajudar os eleitores na hora de escolher os candidatos.

A maior parte das ferramentas são voltadas para o acompanhamento da atuação de deputados no Congresso nacional, mas também há plataformas que contemplam a fiscalização da evolução do patrimônio dos políticos eleitos desde a última eleição, ou para saber se algum perfil no Twitter ligado a algum político é um robô.

Segundo o superintendente da Controladoria Geral da União (CGU) na Paraíba, Gabriel Wright, a tecnologia ajuda neste momento eleitoral porque faz com que o cidadão ele se interesse e fiscalize mais, por ter facilidade de obter informações.

“Muitas vezes, informação dada de qualquer forma ou informação dada apenas com dados contábeis é muito difícil pra o cidadão entender. Então ferramentas, softwares que separam documentação, tratam, trazem pra uma linguagem mais cidadã, isso é fundamental”, afirmou.

Capital dos Candidatos

Um aplicativo desenvolvido em parceria pelo Ministério Público da Paraíba e UFCG permite conferir a evolução do patrimônio dos candidatos que declararam bens desde a eleição de 2010 até 2014. A ferramenta Capital dos Candidatos permite que os eleitores confiram quais foram os candidatos eleitos e não eleitos que mais enriqueceram e os que ficaram mais pobres, por cargo eletivo e por estado.

Quem me representa?

O site “Quem me representa?”, desenvolvido na Universidade Federal de Campina Grande pelo pesquisador Andryw Marques e os colegas Nazareno de Andrade e João Arthur, auxilia o cidadão a encontrar os deputados que representam os ideais que defende por meio de temas que foram votados na Câmara Federal entre 2015 e 2018.

Voto Retrô

Na mesma lógica do “Quem me representa?”, a ferramenta Voto Retrô mostra como os deputados se posicionaram nas últimas votações importantes para o Brasil, tais como Impeachment, reforma trabalhista e a PEC do Teto dos Gastos. É possível, ainda selecionar por bancada em cada estado, por partido e por cada uma das votações em específico.

#MeRepresenta

Aplicativo que identifica quais bandeiras são defendidas pelos candidatos a partir de assuntos que o eleitor considera prioridades. A ferramenta aponta quais temas o eleitor pode escolher, entre: gênero; raça; LGBTs; povos tradicionais e meio ambiente; trabalho, saúde e educação; segurança e Direitos Humanos; corrupção; drogas; e migrantes.

Pegabot

A plataforma permite o usuário verificar a atividade de uma conta de rede social para saber a probabilidade do perfil ser de um robô. Quanto maior a nota, maior a chance de ser um robô. Por enquanto, a plataforma é integrada somente o Twitter e é eficaz para identificar se um perfil favorável a determinado candidato é um robô.

Com G1

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil