Cai número de brasileiros que preferem usar o dinheiro para pagamentos

A maior parte dos brasileiros ainda prefere pagar suas compras com dinheiro, mas o uso dessa forma de pagamento vem caindo nos últimos anos, aponta pesquisa divulgada pelo Banco Central nesta quinta-feira (19).

De acordo com o estudo, 60% dos entrevistados responderam que o dinheiro é a forma de pagamento utilizada com maior frequência. Na pesquisa anterior, divulgada pelo BC em 2013, esse índice era de 78%.

O BC informou ainda que 4% dos entrevistados neste ano disseram que nunca usam dinheiro ou moedas para pagar compras. Em 2013, 100% disseram que o dinheiro era uma das formas utilizadas.

Já o preferência pelo cartão de débito e de crédito aumentou: passou de 9% para 22%, no caso do cartão de débito; e de 12% para 15%, no caso do cartão de crédito.

Valor das compras

O uso de dinheiro, cartão de crédito e cartão de débito varia de acordo com o valor das compras. Naquelas de até R$ 10, 88% dos entrevistados costumam usar dinheiro, 9% cartão de débito e 2% crédito.

Em compras acima de R$ 500, o crédito é a forma mais utilizada (43%). Outros 18% disseram preferir cartão de débito e, 31%, o dinheiro.

Salário

Segundo o chefe adjunto do departamento do meio circulante do BC, Fábio Bollmann, chama a atenção na pesquisa o índice de brasileiros que ainda recebem o salário mensal em dinheiro.

De acordo com o levantamento, 29% dos entrevistados disseram receber o salário em dinheiro. A maioria, 48%, recebe em depósito em conta corrente, poupança ou conta salário. Já 0,4% afirma receber em cheque e 22% disseramnão ter renda.

Na pesquisa anterior, 51% dos entrevistados recebiam o salário em dinheiro e 29% em depósito.

Com G1

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O governo federal antecipou os pagamentos do Bolsa Família de outubro e concentrou os depósitos em três datas. A parcela deste mês será a primeira com o piso de R$ 691, anunciado pelo governo em 17 de setembro. A antecipação foi anunciada nesta segunda-feira (19).

Segundo o governo federal, a mudança busca reduzir os impactos do super El Niño sobre as famílias mais vulneráveis.

A unificação também será adotada em novembro e dezembro, meses em que o fenômeno climático pode intensificar seus efeitos no país.

A decisão foi tomada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), com base em análises sobre o aumento de desastres climáticos e nas previsões para os próximos meses.

Mesmo com a medida anunciada pelo governo nesta segunda-feira, os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1 e 2 recebem nas datas já previstas pelo calendário regular. A mudança acontece a partir da quarta-feira, para aqueles com NIS terminado em 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.

Com G1