Presidente do Clube de Oficiais da Paraíba vai defender ação contra criação de Guarda Pessoal

O presidente do Clube dos Oficiais da Paraíba, coronel Francisco de Assis, confirmou, na tarde desta quarta-feira (4), que entidades da Polícia Militar vão se reunir na manhã desta quinta (5) para formalizar uma denúncia ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) sobre uma lei, publicada no Diário Oficial do Estado, que garante guarda particular para ex-governadores. A medida foi sancionada por Ricardo Coutinho.

Nós já conversamos no início da tarde desta quarta (4) e vamos fazer uma conversa final amanhã de manhã [quinta], para encaminharmos a denúncia ao Ministério Público, que já está sendo preparada. Não podemos aceitar esse tipo de absurdo. O governador já tem carro blindado. Quantos policiais morrem na viatura? A gente se sente totalmente agredido”, explicou coronel Francisco.

O presidente do COPM ainda disse que é possível que a polícia decida se manifestar de outras formas, através de atos públicos, por exemplo. “Nós vamos decidir isso tudo na reunião de amanhã. Convocamos todas as entidades em defesa da PM paraibana, como os Bombeiros, a Associação dos Inativos da Polícia, Associação das Mães e Esposas da Polícia e Bombeiros Militares da Paraíba, Associação de Subtenentes e Sargentos da PM, entre outros”.

De acordo com o coronel Francisco de Assis, o protesto ocorre porque a medida seria mais um privilégio bancado pela sociedade. “As entidades da Polícia Militar não concordam com essa decisão. Isso é uma afronta a toda sociedade paraibana, que já vive tão violentada com a insegurança. Nós fomos totalmente agredidos. Nós já não temos efetivos; foram várias promessas feitas e não cumpridas. Usar a polícia de privilégio, que é pago pelo cidadão, pelo estado, é, no mínimo, descabido neste momento. A instituição da PM não pode servir para ser usada por pessoas. Vamos buscar os guardiões da lei, o MP para agir imediatamente”.

Com Portal Correio

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) negou, nesta quarta-feira (9), os pedidos de registro de candidatura de Olímpio Rocha, que pretendia disputar o Governo da Paraíba pelo PSOL, e do ex-deputado Walter Brito Neto, que buscava uma vaga no Senado pelo Novo. Os dois buscaram a Justiça após terem os pedidos negados nas instâncias partidárias.

Olímpio Rocha apresentou pedido de registro ao lado de Maria do Socorro de Pontes Bezerra, indicada para a vice, com base na ata da convenção estadual do PSOL, realizada em 25 de julho. Na ocasião, os dois nomes foram aprovados por unanimidade pela legenda.

O problema é que o PSOL está integrado à Federação PSOL/Rede Sustentabilidade. E a federação não deu aval à candidatura de Olímpio. Assim, a ata isolada não é suficiente para o registro.

Caso Walter Brito

Situação semelhante ocorreu com Walter Brito Neto, mas por outro motivo. Após fazer pré-campanha, o ex-deputado espera ter o nome homologado em convenção, mas o novo aprovou apenas a candidatura do ex-deputado Major Fábio ao Senado; e também não deu resposta ao pedido de reconsideração apresentado por ele.

Walter Brito Neto então recorreu à Justiça Eleitoral para tentar registrar a candidatura, mas os desembargadores entenderam que os atos partidários devem ser respeitados.

De Olho no Cariri

Com Jornal da Paraíba