Pirâmide financeira gera prejuízo de até R$ 5 milhões a vítimas na PB, diz polícia

(Marcos Santos/USP Imagens / Creative Commons)

A Polícia Civil da Paraíba, através da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) de João Pessoa, concluiu nesta quarta-feira (6) as investigações relacionadas à empresa D9, suspeita de operar um esquema de pirâmide financeira que já causou um prejuízo de R$ 3 milhões de reais a mais de 300 vítimas. Ao todo, 16 pessoas foram indiciadas pelos crimes de estelionato, pirâmide financeira, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

No dia 15 de agosto foi preso um homem suspeito de comandar o esquema. Durante um mês de investigações, foram ouvidas 28 vítimas e interrogados 16 suspeitos. As investigações identificaram a participação de 20 pessoas no esquema fraudulento, atuando como líderes, divulgadores e recrutadores da empresa D9 na Paraíba.

De acordo com Lucas Sá, delegado da DDF, existem denúncias em outros países contra a empresa. O prejuízo causado pela D9 pode ainda chegar a R$ 5 milhões, segundo o delegado.

A DDF apurou que diversas vítimas continuam sendo enganadas e convencidas a não denunciarem os fatos, acreditando na promessa de devolução dos valores investidos. O crime era composto por supostas apostas em jogos de futebol e as vítimas deveriam pagar pelo menos R$ 6,5 mil, a cota mínima, para participar do esquema, que prometia um retorno financeiro mensal.

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB