Corpo de Dom José Maria Pires chega à Paraíba e velório tem início na catedral

O corpo do arcebispo emérito Dom José Maria Pires chegou a Paraíba à 1h55 desta terça-feira (29). O caixão foi levado para o hangar do governo do estado, onde o arcebispo metropolitano Dom Manoel Delson e um grupo de padres e representantes pastorais iniciaram o cortejo do aeroporto Castro Pinto, na Grande João Pessoa, até a Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves, no Centro da capital paraibana. O velório teve início ainda na madrugada desta terça, na catedral basílica.

Dom José morreu na noite de domingo (27), aos 98 anos, em um hospital de Belo Horizonte, em Minas Gerais, onde passava por tratamento de uma pneumonia. Ele foi o quarto bispo da região metropolitana de João Pessoa, a Arquidiocese da Paraíba, e esteve no cargo entre os anos de 1966 e 1995.

Depois de ser velado em Belo Horizonte durante a segunda-feira (28), o corpo de Dom José foi transportado para a Paraíba. O cortejo do aeroporto até a basílica começou por volta das 2h50 após uma benção de Dom Delson. O corpo seguiu em um carro do Corpo de Bombeiros, com escolta da Polícia Militar, até a basílica, onde muitos fiéis esperavam. Após a chegada do caixão, Dom Delson fez uma oração e deu início ao velório do bispo, também conhecido na Paraíba como “Dom Pelé”.

O enterro está previsto para as 17h, logo após a celebração da Missa de Exéquias, conhecida como missa dos fiéis defuntos, programada para começar às 16h, que vai ser celebrada pelo arcebispo Dom Delson.

Por conta do velório, a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob) informou que a partir das 6h desta terça, não é permitido estacionar nas vagas existentes no entorno da basílica. De acordo com a Semob, a medida é necessária para facilitar o acesso dos fieis ao velório de Dom José Maria Pires.

Padre há 70 anos, bispo há 60

Natural de Córregos, em Minas Gerais, dom José Maria Pires tinha 70 anos de ordenação como padre e 60 como bispo. Como bispo, foi presidente da Comissão Episcopal do Nordeste 2, que reúne os estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Ele foi o quarto bispo da região metropolitana de João Pessoa e esteve à frente da Igreja Católica na Arquidiocese entre os anos de 1966 e 1995.

A última visita com agenda oficial do Dom José a Paraíba aconteceu em maio, quando ele participou da posse do atual Arcebispo, dom Manoel Delson. Alguns dias antes, ele tinha representado a Arquidiocese durante a assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, evento em que era o bispo mais velho. E no último dia 13 ele fez uma palestra sobre Concílio Vaticano II e Doutrina Social da Igreja em Belo Horizonte.

Em nota oficial, dom Delson destacou que a morte de dom José aconteceu no domingo em que a Igreja celebra a vocação do catequista e tratou o bispo como “um grande pastor”. “Dom José foi um dos catequistas mais ativos e humildes à frente do seu rebanho, e que soube impor a sua voz, sempre que necessário, em defesa dos menos favorecidos”, diz na nota. Dom Delson também lembrou que dom José era chamado carinhosamente de ‘Dom Pelé’ pelos paraibanos.

Com G1 PB

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB