Unidade de Aprendizagem do Procase em Soledade desenvolve irrigação utilizando potes de barro

Buscando superar as adversidades climáticas da região do Semiárido paraibano, as Unidades de Aprendizagem implantadas pelo Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Cariri, Seridó e Curimataú (Procase) vêm desenvolvendo junto às comunidades rurais meios de garantir a produção de alimentos. As plantações são desenvolvidas por meio do uso racional de água, usando sistemas de irrigação, e o cultivo da palma é consorciado a outras culturas, como feijão, milho, frutíferas e hortaliças.

Numa dessas Unidades, localizada na comunidade de Quixudi, município de Soledade, a irrigação vem sendo feita com o uso de potes de barro, semelhantes aos utilizados para guardar água potável. Os potes enterrados e abastecidos com água servem como ferramenta para suprir o solo com a umidade necessária ao desenvolvimento das plantas. Dessa forma, a comunidade vem fazendo o plantio de hortaliças, legumes e plantas frutíferas, em sistema de mandalas, distribuindo-as ao redor dos potes.

Por meio deste sistema, a comunidade vem produzindo alimentos para o consumo próprio, reduzindo os custos com a compra de legumes e hortaliças, e garantindo uma alimentação de qualidade, livre de agrotóxicos. Essa tecnologia há tempos vem sendo utilizada em diversos países, e além de ser de baixo custo e fácil utilização, garante colheitas regulares, mesmo em tempos de prolongada estiagem, pois faz um uso racional e eficiente da água.

Com a experimentação bem-sucedida desse sistema, os agricultores da comunidade, junto aos técnicos e consultores do Procase, se preparam para apresentar os resultados obtidos a outros agricultores da região, objetivando partilhar essa experiência e auxiliar na sua multiplicação em outras comunidades. Além do processo de irrigação com potes, a comunidade também produz palma por meio da irrigação por gotejamento, e faz a utilização de água de reuso para a irrigação de capim, usado como forragem para os animais.

O Procase é fruto da parceria entre o Governo do Estado da Paraíba e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), organismo das Nações Unidas (ONU), beneficiando 56 municípios do semiárido paraibano, e visa fortalecer a agricultura familiar e contribuir para o desenvolvimento rural sustentável, reduzindo os níveis de pobreza rural e fortalecendo ações de prevenção e mitigação da desertificação.

 

De Olho no Cariri

Com Secom

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB