Comissão aprova projeto que fixa prazo de 30 dias para realização de exames pelo SUS

O projeto de Lei 4387/2016, de autoria do deputado federal Wilson Filho (PTB) que estabelece prazos para realização de exames no Sistema Único de Saúde (SUS) foi aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. De acordo com a propositura, o prazo para exames de rotina ou eletivos será de 30 dias e de quinze dias em casos de urgência. A matéria ainda passará por outras comissões na Casa até ir à votação em Plenário.

“Verificamos que muitas pessoas acabam morrendo ou tem o seu problema agravado pela demora na realização de exames médicos. Não podemos aceitar que as pessoas demorem meses a espera desse tipo de atendimento. É necessária a organização do sistema para atender a demanda. Como isso não acontecendo, sugerimos que as mudanças aconteçam por meio de uma lei”, explicou.

O projeto estabelece que caso os prazos estabelecidos não sejam obedecidos, a autoridade sanitária responsável deverá emitir autorização imediata para a sua realização do exame na rede privada de saúde. O texto diz ainda que a desobediência às determinações implica em multa aos infratores, que deve ser estabelecida em regulamento, sem prejuízo das penalidades cíveis e penais aplicáveis.

De acordo com o deputado, muitas vezes, quando não há filas intermináveis para o atendimento, o usuário se depara com prazos inaceitáveis para a realização dos exames solicitados. “Essa demora traz prejuízos enormes aos cidadãos que dependem do sistema público de saúde, pois há o risco de agravamento dos seus quadros clínicos e, até mesmo, a inviabilização de que se realizem procedimentos que poderiam diminuir o sofrimento ou salvar uma vida”, constatou.

Wilson Filho lembrou ainda que há o desgaste emocional e físico dos pacientes que têm de perambular por estabelecimentos a fim de terem seus exames realizados e, muitas vezes, adiados sem aviso prévio.

Imposto de Renda

O deputado Wilson Filho também foi relator do projeto de Lei 5.803/2016, de autoria do deputado Rafael Motta, que altera artigos que tratam dos casos de dependência para fins de dedução do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). A matéria foi aprovada na Comissão de defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

De acordo com a nova redação, poderão ser considerados dependentes para fins de dedução do IRPF, a pessoa deficiente de qualquer idade, independentemente da sua capacidade para o trabalho.

“A matéria é de extrema relevância e vai harmonizar a legislação tributária brasileira com a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e evitar a discriminação contra os deficientes e estimular a sua inserção no mercado de trabalho”, disse Wilson Filho no relatório.

 

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB