Programa incentiva agricultores familiares a revitalizar produção do caju, na PB

Um programa desenvolvido pela Emepa e Emater está incentivando a revitalização da produção de caju na Paraíba. Municípios que aderirem à proposta vão receber milhares de mudas para plantio. Cada família de agricultores vai ser beneficiada com um hectare de terra. As mudas são produzidas na Estação Experimental Cientista José Irineu Cabral, da Emepa.

De acordo com o presidente da gestão unificada do programa, Nivaldo Magalhães, o município de Bernardino Batista, no Sertão, foi o primeiro a participar do programa. Em fevereiro deste ano, trabalhadores de lá atuaram no plantio de 10.500 mudas de caju anão precoce.

O município de Mari, no Agreste, aderiu ao programa na semana passada. Segundo o secretário de Agricultura, Severino Ramos, a distribuição de mudas de caju é o primeiro passo para transformar a localidade em um polo produtor da fruta. “A ideia é transformar Mari em um polo produtor, com o processamento de doces e polpas provenientes do caju e agregar valor no beneficiamento da castanha, buscando a geração de trabalho e renda no município”, disse.

Todos os municípios que aderirem ao Programa de Revitalização do Caju terão garantidos o apoio da pesquisa, por meio da Emepa e a assistência técnica da Emater. O procedimento para se integrar ao programa é simples e sem burocracia. A partir da assinatura do termo de cooperação técnica entre a Emater e a prefeitura, a Emepa entra em ação com a produção de mudas, que são adquiridas pela prefeitura interessada no valor de R$ 2 a unidade, além do adubo orgânico, o corte das terras e o coveamento, feitos com as máquinas do PAC, cedidas às prefeituras pelo governo federal.

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB