Insegurança no Cariri e carga tributária alta faz empresário vender negócio

A insegurança e  falta de agências bancárias e dos Correios em 29 cidades do Cariri paraibano tem levado transtornos a cerca 170 mil pessoas e  agravado a crise econômica na região. Esses fatores fazem com que muitos comerciantes históricos fechem as portas por não conseguirem manter a viabilidade dos seus negócios.

No início deste ano, uma reportagem em nível estadual produzida pelo jornalista Bruno Lira mostrou o drama vivido por comerciantes de várias cidades do Cariri, que contabilizavam prejuízos incalculáveis e que já previam até o fechamento de suas portas por conta da pouca movimentação financeira provocada pela insegurança nos municípios.

Um dos comerciantes ouvidos foi José de Arimatéia, da cidade de Cabaceiras, responsável pela geração de mais de 20 empregos diretos. Arimatéia  explicou na época que a situação era insustentável e que encontrava dificuldades para manter o quadro de funcionários.

Nesta segunda-feira (7), o empresário cabaceirense confirmou que vendeu o supermercado que tinha 25 anos pela inviabilidade de mantê-lo funcionado. Segundo ele, “falta de segurança, sem bancos, sem Correios e com uma carga tributária muita alta”, lamentou.

 

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB