Pedro Cunha Lima e Wellington Roberto sofrem retaliações após voto contra Temer

Os paraibanos que votaram contra o presidente Michel Temer já começaram a sentir os efeitos de seus posicionamentos. Conforme a coluna Painel, da Folha de São Paulo, o então diretor de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Gustavo Adolfo Andrade de Sá, indicado para o cargo pelo paraibano Wellington Roberto (PR), foi o primeiro a ‘cair’.

O pedido de punição teria partido do ministro dos Transportes, Maurício Quintella (PR). A exoneração dele foi publicada na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União.

Contrariando seu partido, Wellington Roberto votou contra o arquivamento do pedido de investigação do presidente Temer por corrupção passiva. A direção da legenda informou ontem que abrirá processo disciplinar contra os deputados que votaram a favor do prosseguimento da denúncia.

Antes mesmo da votação, Pedro Cunha Lima (PSDB) também já havia provado do mesmo ‘veneno’.

O tucano, que anunciou previamente que votaria pelo prosseguimento da denúncia e inclusive defendeu que seu partido desembarcasse do governo Temer, viu seu indicado para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) na Paraíba ser exonerado um dia antes da denúncia ser analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados.

Thiago Maranhão Diniz, que é mestre em Direito Ambiental por Lisboa e professor Universitário, foi exonerado da Superintendência do Ibama. Ele comandava o órgão desde dezembro do ano passado.

Com MaisPB

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB