MPF alerta para risco em barragens da transposição e pede plano de segurança

Em nota divulgada nesta quarta-feira (14), o Ministério Público Federal (MPF) emitiu preocupação em relação a todas as barragens da transposição do estado da Paraíba que estão indicadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) como de risco, mas nenhuma delas conta com plano de ação de emergência. Na terça-feira (13), o órgão esteve presente em reunião no Ministério da Integração, em Brasília, para discutir sobre o rompimento de um trecho do canal do Eixo Leste do Projeto São Francisco, ocorrido durante a madrugada, em local próximo ao reservatório Copiti, entre Sertânia e Custódia (PE).

Durante a reunião, a procuradora da República Polireda Medeiros, integrante do Grupo de Trabalho Revitalização do Rio São Francisco, da Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do MPF, apresentou ao Ministério da Integração Nacional preocupações relativas à segurança das barragens do canal da transposição e a uma licença de pré-operação concedida pelo Ibama, cuja legalidade o MPF examina.
A procuradora Informou ainda sobre a existência da tramitação de diversos inquéritos civis públicos que examinam denúncias de superfaturamento, fiscalização deficiente, erros de projeto e execução e, agora, a causa deste recente acidente. Nesta manhã, o sistema foi normalizado. O rompimento não gerou vítimas, apenas danos ao bem público, a uma estrada vicinal e a propriedades particulares próximas ao local, em sua maior parte com avarias em cercas.
Ao fim da reunião, restou acordado que: a) o Ministério da Integração Nacional dará acesso integral ao Ministério Público Federal na Paraíba aos projetos de integração do São Francisco; b) que em até três meses o plano de segurança de barragens e o plano de ações emergenciais dos reservatórios serão encaminhados à ANA; c) que o Ministério da Integração manterá em prontidão equipes de monitoramento dos trechos em construção e já construídos e d) que as 12 barragens do Eixo I  serão diagnosticadas por consultor independente, do mesmo modo que outros equipamentos do sistema, escolhidos por meio de amostragem.
O MPF informou que continua acompanhando todos os desdobramentos do incidente, bem como a própria execução do projeto de transposição do Rio São Francisco, por meio dos procuradores da República com atribuições relativas às matérias tratadas pelas Câmaras de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal que atuam na defesa do meio ambiente e do patrimônio cultural e no combate à corrupção.

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O prefeito de Boa Vista, Fernando Aires, formalizou nesta quarta-feira (2), a adesão do município ao Programa Garantia-Safra 2026/2027, beneficiando 300 agricultores do município. O Garantia-Safra é um benefício que protege os agricultores familiares diante das perdas de produção provocadas pela estiagem ou por outras adversidades climáticas.

Boa Vista é um município com participação ativa da agricultura familiar, e a adesão ao programa contribui para ampliar a segurança dos produtores rurais, especialmente nos períodos em que as condições climáticas comprometem a safra e afetam diretamente a renda das famílias.

Para o prefeito de Boa Vista, garantir a participação do município no programa é também reconhecer a importância econômica e social de quem produz no campo. “Sabemos dos desafios enfrentados diariamente pelo homem e pela mulher do campo, principalmente diante das dificuldades impostas pelo clima. A adesão ao Garantia-Safra representa segurança para os nossos agricultores e reafirma o compromisso da Prefeitura de Boa Vista de continuar ao lado de quem trabalha, produz e contribui para o desenvolvimento do nosso município”, destacou o prefeito.

A Prefeitura de Boa Vista mantém uma política de atenção permanente à zona rural, com iniciativas destinadas a apoiar os produtores, melhorar as condições de produção e fortalecer as atividades que movimentam a economia das comunidades rurais.

Com a adesão ao Garantia-Safra 2026/2027, o município assegura mais um importante compromisso da gestão municipal com o fortalecimento da agricultura familiar e com a proteção das famílias que têm no campo sua principal fonte de trabalho e renda.