Delator da JBS diz ter pago propina a Vital do Rêgo e ministro nega acusações

O ministro do Tribunal de Contas da União e ex-senador paraibano Vital do Rêgo Filho, foi citado em delação premiada do diretor do frigorífico JBS Ricardo Saud. Segundo o jornal O Globo, o gestor afirmou à Procuradoria-Geral da República ter pago propina a Vital, na época parlamentar do Senado Federal, para garantir o apoio dele à reeleição de Dilma Rousseff nas eleições de 2014.

No depoimento, de acordo com O Globo, Saud revelou que R$ 35 milhões foram destinados a senadores. O diretor contou que foram beneficiados, além de Vital, Eduardo Braga (PMDB-AM), Jader Barbalho (PMDB-PA), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Valdir Raupp (PMDB-RO). Do total, R$ 1 milhão seria para outra pessoa, mas, conforme delatado, os cinco acabaram dividindo o dinheiro entre eles.

Em nota, Vital do Rêgo informou que recebeu doações legais do Grupo JBS quando disputou o governo da Paraíba em 2014, declaradas na prestação de contas aprovada pela Justiça.

“O ministro Vital desconhece os fatos narrados pelo delator e está à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários”, diz o texto da assessoria de imprensa do ministro.

Com Portal Correio

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB