Desembargador alega foro íntimo, deixa processo e habeas de Rodolpho segue indefinido

O processo de análise do habeas corpus de Rodolpho Carlos Gonçalves da Silva, acusado de atropelar e matar o agente de trânsito Diogo Nascimento, durante uma blitz da ‘Lei Seca’ que aconteceu no dia 21 de janeiro deste ano, no bairro do Bessa, está sem desembargador definido. Neste domingo (30), o desembargador João Benedito, que iria analisar o pedido, alegou questões de ‘foro íntimo’ para não decidir sobre o caso.

Segundo o desembargador João Benedito, ele até chegou a receber o processo, mas optou por pedir a redistribuição do habeas corpus.

“Na sexta, no final do expediente, eu examinei e vi que não deveria decidir [sobre o habeas corpus] por uma questão de foro íntimo e foi pedida a redistribuição para outro desembargador”, afirmou o desembargador João Benedito.

O Portal  tentou contato com a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) para saber se já houve redistribuição do processo, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta matéria.

Com Portal Correio

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB