Corpo da jovem Maria Helena será velado na Palhoça do Flamengo e sepultado neste domingo

Uma triste notícia deixou a cidade de Serra Branca e toda a região do Cariri de luto na noite deste sábado (08). A jovem Maria Helena Antonino, que foi vítima de um acidente na última quinta-feira quando se dirigia para a universidade em Araruna, não resistiu e teve morte cerebral.

A confirmação foi dada pelo Hospital de Trauma de João Pessoa às 18hrs e a partir daí um grande clamor de luto tomou conta das famílias serra-branquenses e da população da região nas redes sociais. Era a partida de uma jovem com apenas 19 anos, estudante de odontologia pela UEPB de Araruna.

Segundo informações apuradas pela reportagem do De Olho no Cariri, o velório de Maria Helena acontecerá no clube Palhoça do Flamengo, a partir das 9hrs deste domingo (09). A família preferiu colocar num espaço público dada a grande comoção que causou sua morte e em gratidão a todos que se envolveram nos últimos dias com orações e preces.

O sepultamento de Maria Helena deve ocorrer por volta das 17hrs no cemitério local.

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De Olho no Cariri

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

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