Paraíba corta mais de R$ 3,5 bilhões do orçamento para 2016

159523,362,80,0,0,362,271,0,0,0,0Em pleno sábado de carnaval, a edição do Diário Oficial publicou o cronograma de desembolso dos recursos mensais. Uma programação, de janeiro a dezembro, de quanto cabe ao Executivo, Judiciário, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Ministério Público, Defensoria Pública e UEPB. Todos com autonomia financeira e administrativa.

A notícia não foi boa. Os repasses mensais foram congelados. Os valores contingenciados e praticamente repetem a distribuição de dezembro do ano passado. O corte foi geral. “Temos que nos adequar à nova realidade. Já estamos fazendo reuniões individuais e conversando com os deputados sobre essa nova realidade”, adiantou-se o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adriano Galdino (PSB).

Em 2015, a ALPB recebeu R$ 300,5 milhões. Para este ano, a previsão é de R$ 226,9 milhões. Um repasse mensal de R$ 22,2 milhões. O Legislativo terá um corte de pouco mais de R$ 25,4 milhões. Em 2016 a Assembleia terá que administrar um saldo negativo de R$ 33,6 milhões.

O Tribunal de Contas do Estado vai deixar de receber, mensalmente, R$ 721,4 mil. Em todo ano passado, recebeu R$ 134,6 milhões, equivalentes a R$ 11,2 milhões mensais. Este ano, esse repasse cairá para R$ 126,3 milhões. Ou seja, R$ 10,5 milhões mensais.

Nos 12 meses, o prejuízo para o TCE-PB será de R$ 8,6 milhões. A cada mês, perderá R$ 721,4 mil. O presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Arthur Cunha Lima, reconhece que terá que gastar a matemática para cumprir a data-base para o reajuste anual dos servidores.

O Poder Judiciário tem altas cifras. Historicamente, só perde para o Executivo. Em 2015, recebeu R$ 860,9 milhões, algo em torno de R$ 71,7 milhões por mês. Este ano, terá R$ 276,9 milhões a menos.

Por mês, o Judiciário receberá R$ 48,6 milhões. Mesmo com o prejuízo, o presidente do TJPB, desembargador Marcos Cavalcanti, garante que paga folha de fevereiro com a data-base negociado com os servidores.

Como administrar o Ministério Público estadual com R$ 23,2 milhões a menos este ano? É esta resposta que busca o procurador geral de Justiça, Bertrand Asfora. O MPPB teve direito a R$ 250,5 milhões em 2015, algo em torno de R$ 21 milhões a cada mês. Perderá R$ 23,2 milhões este ano. De janeiro a dezembro, mês a mês, um saldo negativo de R$ 18,9 milhões.

Na Paraíba, não somente os Poderes têm direito ao duodécimo. Defensoria Pública e Universidade Estadual também detêm autonomia e orçamento próprio.

A previsão para a Defensoria é o repasse mensal de R$ 6,3 milhões. Somados, representam R$ 75,7 milhões. Em 2016, caem para R$ 71,6 milhões. Um saldo negativo de R$ 4,1 milhões por mês. Para cada mês, o repasse ao MPPB será de pouco mais de R$ 5,9 milhões.

Para a Universidade Estadual da Paraíba, estão reservados R$ 290,6 milhões. Mesmo assim, o saldo negativo será de R$ 46,4 milhões. No ano passado, recebeu R$ 337,8; ou seja, R$ 28,9 milhões, contra os R$ 24,2 milhões mensais destinados este ano.

Gigantes mesmo são os números do Poder Executivo. Em 2015, o orçamento foi de R$ 9,1 bilhões, o que garante repasses mensais de R$ 760,5 milhões.  Este ano, será de R$ 5,7 bilhões.  Uma redução de R$ 3,3 bilhões. A cada mês, terá R$ 562,2 milhões.

Este ano, o Executivo terá R$ 3,3 bilhões a menos do que em 2015. O governo acendeu a luz amarela. Encaminhou à Assembleia Legislativa uma Medida Provisória que adia a data-base, congela salários, vencimentos, gratificações e promoções. A matéria é polêmica, mas já tramita na Casa. Servidores ocuparam as galerias para protestar contra a matéria. Os servidores públicos ameaçam greve geral. Os professores paralisaram as atividades e querem que o governo defina o pagamento do piso nacional do magistério.

 

Com Portal Correio

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O Congresso Nacional deve analisar nesta semana cinco propostas de grande repercussão social, como o fim da jornada 6×1 e a isenção de impostos para as compras de até US$ 50 em plataformas digitais, conhecida como “taxa das blusinhas”. 

As pautas fazem parte do esforço concentrado da Câmara dos Deputados e do Senado antes das eleições de outubro.  

Fim da escala 6×1

O texto que prevê o fim da jornada de trabalho de seis dias para um de descanso deve ser analisado na quarta-feira (2) pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

O relator da proposta, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou na última quinta-feira (27) parecer favorável e rejeitou as doze emendas apresentadas pelos senadores. A estratégia é manter o mesmo texto aprovado pela Câmara e, assim, evitar que a proposta precise voltar para análise dos deputados.

>> Veja o que prevê o texto:

  • Dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos
  • Salário não poderá ser reduzido por causa diminuição da jornada
  • Dois meses após a promulgação da PEC, a jornada máxima passa das atuais 44 para 42 horas semanais.
  • Um ano depois do fim desse primeiro período, cai definitivamente para 40 horas.

Se for aprovada na CCJ, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ainda precisa passar por dois turnos de votação no Plenário do Senado, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada um.

Fim da “taxa das blusinhas”

Outro assunto de forte repercussão é o fim da chamada “taxa das blusinhas”, o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50.

A Medida Provisória começa a semana na comissão mista de deputados e senadores, que se reúne nesta segunda-feira (31), às 16h. A relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), deve apresentar o parecer e há expectativa de votação na própria comissão.

A MP perde a validade no dia 8 de setembro. Se aprovada na comissão, ainda precisa passar pelos plenários da Câmara e do Senado.

Mototaxistas e entregadores de aplicativo

Na Câmara, a primeira sessão de votação está marcada para esta segunda-feira (31), às 18h.

Além da “taxa das blusinhas”, estão previstas outras duas medidas provisórias ligadas aos trabalhadores de aplicativos: uma simplifica as regras para mototaxistas e profissionais de motofrete; e outra cria uma linha de financiamento para entregadores comprarem motos e bicicletas elétricas.

Entre os outros projetos que podem ser analisados pelos deputados estão a manutenção dos incentivos fiscais para doações aos programas de atenção oncológica e de saúde da pessoa com deficiência, a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e o Plano Nacional de Cultura para os próximos dez anos.

PEC da Segurança Pública

No Senado, outra prioridade é a PEC da Segurança Pública, que também está na Comissão de Constituição e Justiça. A proposta amplia a integração entre as forças de segurança, o compartilhamento de informações e altera regras de financiamento do setor.

Na pauta econômica, os senadores devem tentar avançar no Redata, que cria incentivos para a instalação de data centers no Brasil, e no marco dos minerais críticos e estratégicos, matérias-primas essenciais para setores como tecnologia, energia limpa, carros elétricos e defesa.

Orçamento de 2027

Além das votações, o Congresso recebe uma das propostas mais importantes para a economia no próximo ano: o Orçamento de 2027.

O governo precisa encaminhar ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentária Anual, o PLOA, com as estimativas de receitas e despesas da União para o ano que vem.

A proposta abre uma nova rodada de negociações sobre as prioridades do governo, o cumprimento das metas fiscais e os recursos destinados às políticas públicas e aos investimentos federais.

O texto ainda será analisado pela Comissão Mista de Orçamento antes de seguir para votação no Congresso Nacional.

Agência Brasil