Morre em Salvador, aos 60 anos, um dos principais cantores da axé music

Morreu na manhã desta terça-feira (13), aos 60 anos, o cantor Netinho, ícone da axé music que se consagrou como a voz dos hits “Milla” e “Beijo na Boca”. A notícia foi divulgada pela equipe nas redes sociais do artista.

A causa da morte foi insuficiência renal e falência múltipla de órgãos, causadas por um linfoma não Hodgkin do tipo B, tipo de câncer que ataca o sistema linfático.

Netinho estava internado num hospital de Salvador e havia anunciado, no fim de setembro, que se afastaria das redes para se concentrar no tratamento.

“Artista extraordinário, talentoso, sensível e inovador, Netinho construiu uma trajetória marcada pela alegria, pela música e por um carisma inconfundível”, diz o post na página do cantor no Instragram. “Sua voz, sua energia e sua forma tão particular de se conectar com o público deixam um legado que permanecerá para sempre na memória e no coração de seus fãs, amigos e de todos que tiveram o privilégio de acompanhá-lo.”

“Netinho partiu tranquilo. Durante os últimos meses de tratamento, costumava dizer: ‘Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte’”, segue o comunicado.

Ainda segundo a equipe de Netinho, o velório e a cerimônia de cremação serão restritos a familiares e amigos mais próximos, conforme desejo do cantor. “Neste momento de profunda dor e despedida, pedimos respeito à privacidade da família e dos amigos, para que possam vivenciar esse momento com a serenidade e o recolhimento necessários.”

Uma das vozes de maior sucesso da axé music a partir do fim dos anos 1980, Netinho começou a carreira em Salvador como vocalista da Banda Beijo. “Beijo na Boca”, principal hit do grupo, foi um sucesso no Carnaval e logo estourou nas rádios do país, abrindo portas para o artista em regiões que estavam fora do circuito do axé.

Não demorou muito para que ele se lançasse em carreira solo. Em 1993, gravou seu primeiro disco sem os companheiros de banda, “Um Beijo para Você”, que ganhou impulso da novela “Tropicaliente”, que usou a canção “Menina” na trilha sonora.

Ainda nos anos 1990, veio “Milla”, até hoje considerada um dos maiores hinos do axé e música indissociável do Carnaval baiano. Uma regravação do grupo Jheremmias Não Bate Córner, que daria origem ao Jammil e Uma Noites, ela ganhou versões em diversos idiomas após estourar com Netinho.

Com Paraíba Online

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri