Depois de operação, Júnior Pires pede exoneração do cargo de secretário do Procon em João Pessoa

Depois de ser alvo da operação da Polícia Federal que investiga a negociação de agentes públicos com integrantes de facção criminosa da capital, o secretário do Procon de João Pessoa, Júnior Pires, pediu exoneração do cargo nesta terça-feira (29). O auxiliar foi afastado da secretaria por força de uma determinação judicial.

“Em face do compromisso com a sociedade Paraibana e em busca da verdade real, viemos publicizar o pedido de exoneração do cargo de secretário para que possamos nos dedicar exclusivamente à defesa e para restabelecer o império da dignidade e da inocência de Junior”, anunciou Júnior Pires, por meio da sua defesa.

A equipe jurídica também negou qualquer envolvimento do secretário com facções criminosas e informou que ele está à disposição da justiça para colaborar com as investigações.

“Júnior Pires recebe a decisão com serenidade e respeito às instituições. Ao mesmo tempo, reafirma sua convicção de que os fatos serão devidamente esclarecidos e que sua inocência será demonstrada ao longo da apuração. Júnior Pires nega categoricamente qualquer envolvimento com organizações criminosas ou qualquer participação em eventual negociação de apoio político com facções. Não possui qualquer vínculo com o crime organizado e está à inteira disposição do Poder Judiciário e das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários e colaborar com as investigações”, complementou a defesa de Júnior Pires.

A investigação contra o secretário

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (29), a Operação Zona de Influência, para apurar a suspeita de negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de uma facção criminosa com atuação em comunidades da Paraíba.

São cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). A Justiça Eleitoral também determinou o afastamento cautelar, por 90 dias, do secretário do Procon de João Pessoa, Júnior Pires.

O deputado estadual Caio Roberto (MDB) também está entre os alvos dos mandados da PF.

Segundo a investigação, integrantes da facção, valendo-se do controle territorial exercido sobre comunidades, teriam negociado apoio político e a autorização para que candidatos ingressassem nesses locais e realizassem atos de campanha. Em contrapartida, são investigados pagamentos a uma liderança do grupo, o custeio de despesas de um centro comunitário e tratativas envolvendo cargos e empregos na administração pública, entre outros benefícios.

A investigação apura, em tese, crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado. As diligências buscam aprofundar a apuração dos fatos e individualizar a conduta dos envolvidos.

DE OLHO NO CARIRI

Com MaisPB

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A respeito do Inquérito Civil Público instaurado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) para apurar suposto uso de alimentos da merenda escolar na Escola José Bonifácio de Andrade, localizada no Distrito de Pio X, a Prefeitura Municipal de Sumé esclarece que, no mês de fevereiro do corrente ano, a Secretaria de Obras designou dois servidores efetivos para se deslocarem da sede administrativa até a referida unidade escolar. A missão dos trabalhadores visava realizar reparos estruturais necessários, bem como proceder à análise técnica para a instalação de equipamentos e outras melhorias na infraestrutura do prédio.

Como os serviços executados demandaram dois dias consecutivos de trabalho e a unidade fica distante 30 quilômetros da sede do município, ficou previamente acordado que os profissionais poderiam realizar suas refeições na própria escola. A medida foi adotada para otimizar o tempo de execução das benfeitorias, evitar transtornos à rotina de alunos e professores, e dispensar o deslocamento duplo de ida e volta ao longo do dia.

A Prefeitura de Sumé reitera que a merenda escolar é destinada prioritariamente aos estudantes, premissa seguida à risca em toda a rede municipal. As refeições ofertadas aos dois servidores restringiram-se exclusivamente às sobras da merenda escolar, ou seja, foram consumidas apenas após todos os alunos da unidade terem se alimentado satisfatoriamente, sem nenhum prejuízo ou comprometimento da alimentação diária dos estudantes.

Vale ressaltar que, como a situação envolveu tão somente o aproveitamento de excedentes, sem gerar acréscimos ou necessidade de novos insumos, não houve qualquer necessidade de ressarcimento por parte da Secretaria Municipal de Obras. O quantitativo de merenda destinado à unidade é suficiente para atender com plenitude a todos os alunos matriculados.

Por fim, a gestão municipal reforça seu compromisso com a transparência e informa que todas as listas, documentos de repasses financeiros, registros de alimentos recebidos nos meses de fevereiro e março de 2026 e quantitativos de alunos atendidos foram integralmente entregues ao Ministério Público a época e dentro do prazo solicitado, juntamente com todos os esclarecimentos pertinentes ao caso.

Assessoria