Queijo de mofo azul produzido em São João do Cariri conquista prêmio em concurso internacional em Minas Gerais

Um queijo de leite de cabra com mofo azul produzido em São João do Cariri, na Paraíba, conquistou a medalha de ouro na categoria Mofo Azul durante a ExpoQueijo Brasil 2026, concurso internacional do setor promovido em Araxá, Minas Gerais.

O produto é fabricado pelo caprinocultor Renato Brito, que começou na atividade com a produção de leite em 2009 e passou a fabricar queijos em 2016. Na propriedade, cerca de 20 cabras de diferentes raças fornecem a matéria-prima para a linha de laticínios artesanais.

Além do queijo de mofo azul, uma condição considerada rara, que surge de forma natural na região sem a necessidade de adição manual do fungo, o produtor fabrica tipos como o Boursin, mantido no azeite, e opções cremosas. O processo de fabricação do queijo premiado envolve cuidados específicos de maturação que levam cerca de 30 dias.

O nome ‘Aventureiro’ surgiu como resposta a uma provocação feita em 2024, quando um crítico afirmou que produtores paraibanos não sabiam fazer queijo de leite de cabra e eram apenas ‘aventureiros’.

Atualmente, a produção do queijo premiado é de cerca de 15 quilos por mês. Apesar do reconhecimento internacional e das medalhas acumuladas, o produtor afirma que ainda sonha com a liberação das autorizações sanitárias necessárias para comercializar o alimento em todo o Brasil e conseguir viver exclusivamente da produção de queijo de cabra.

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil