Veneziano avalia possível voto de Leo Bezerra em Nabor: ‘É péssimo para Cícero’

O senador Veneziano Vital (MDB), em entrevista nesta segunda-feira (20) ao programa Liga 360 Debate, da TV Norte Paraíba, avaliou a possibilidade do prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), apoiar Nabor Wanderley (Republicanos), na disputa pelo Senado, como “péssimo” para pré-candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao governo.

“Daqui a pouco eu vou me tornar uma pessoa indesejável a falar. Todo mundo sabe disso, óbvio. É ruim pra Cícero. É péssimo para Cícero. É ruim para Veneziano? É. É ruim para André não ter esse voto? É, mas, essencialmente, é ruim para chapa majoritária encabeçada por Cícero”, analisou o senador.

Apesar do entendimento, Veneziano disse que não vai ficar insistindo na unidade entre os aliados.

“Eu não vou ficar insistindo, meu irmão. Eu não estou tratando, se não com pessoas que bem o sabem, principalmente, eu quero sempre me repetir, está sendo meio enfadonho e repetitivo, porque foi algo que, cientificamente, nós extraímos. E não é pra chapa nossa. É pra qualquer um”, complementou o pré-candidato à reeleição.

MaisPB

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB