Em crise partidária, Leo cogita que não faz mais sentido votar em João: ‘O PSB não deixa’

O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), admitiu, na noite desta segunda-feira (20), que não faz mais sentido votar em João Azevêdo (PSB) para senador por conta da relação conflituosa com o PSB, partido presidido pelo ex-governador na Paraíba. “Eu não me enxergo mais no PSB”, desabafou o gestor, em entrevista, ressaltando que continua querendo votar no ex-governador para senador, mas “o PSB não deixa”.

“O PSB tem um grupo político que não me quer. Tem eu querendo votar com João, mas o grupo dele não deixa. E João tem que enxergar isso e me dizer qual é o pensamento dele”, cobrou Leo, reafirmando, novamente, a intenção de uma conversa final com o ex-governador, antes de uma definição.

“O PSB é quem me deve”

O prefeito enfatizou sentimento de gratidão a João, mas afastou qualquer débito político com o PSB. “O PSB é quem me deve (…) Eu tenho gratidão ao CPF de João, e não ao CNPJ do PSB. O PSB não me ajudou em nada. Apenas me deu uma legenda. Ganhou um prefeito e me trata como adversário”, reclamou o ainda socialista.

Leo diz não compreender porque o PSB cobra o voto dele em João ao mesmo tempo que vereadores do PSB da capital fazem oposição à gestão municipal. “Eu quero perguntar a ele (João) o que o PSB tem contra mim? Qual foi o mal que fiz ao PSB”, interrogou Bezerra.

Frustração com João 

Além das queixas ao partido, Leo também disse que esperava outra postura de João. “Eu esperava que ele tivesse me chamado e me entendido”, desabafou o gestor, questionando porque o PSB só não aceita o voto divergente dele, enquanto há vários casos de lideranças apoiando outras candidaturas cruzadas.

Mesmo diante do quadro adverso, o prefeito de João Pessoa avisou que esgotará o prazo para esperar uma conversa com João Azevêdo. “Eu preciso conversar com ele. Vou esticar esse prazo até conversar com ele”, prometeu.

Mais PB

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB