Ministro Alexandre de Moraes suspende visitas de Flávio a Jair Bolsonaro por 90 dias

Depois de Flávio Bolsonaro ter divulgado uma carta escrita por Jair Bolsonaro com conteúdo eleitoral, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu, por 90 dias, as visitas do filho do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar em Brasília.

Moraes também abriu prazo de 48 horas para que a defesa de Bolsonaro explique a divulgação da carta escrita pelo ex-presidente.

“A afirmação de seu filho Flávio Nantes Bolsonaro — ‘é imperdível, um recado muito importante que ele quer dar a toda a nossa Nação’ — sugere que o sentenciado tinha plena ciência de que sua carta seria divulgada em redes sociais, o que configuraria igualmente desrespeito a medida cautelar a que está submetido, devendo os fatos, portanto, serem esclarecidos pela defesa”, diz Moraes.

A violação pode levar o ministro do STF a determinar o retorno do ex-mandatário para o presídio da Papuda, em Brasília.

Na carta divulgada por Flávio, Bolsonaro pede união dos aliados de direita em torno da candidatura do filho e não cita a ex-primeira-dama Michelle.

O movimento foi lido por aliados como uma tentativa de Flávio de evitar que o projeto presidencial sofra baixas no campo conservador, já que partidos do Centrão, que poderiam apoiar o filho de Bolsonaro, avaliam seguir para a campanha em posição independente, sem integrar a chapa de Flávio.

Bolsonaro disse que Flávio é seu porta-voz na direita e “melhor opção” para disputar a eleição com Lula.

Para aliados de Michelle, a postura de Flávio, ao expor a carta do pai, coloca em risco a saúde do ex-presidente, já que a violação pode resultar no retorno ao presídio.

Bolsonaro está em prisão domiciliar, após sofrer graves problemas de saúde. Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar a trama golpista, ele não poderia fazer manifestações políticas enquanto cumpre o regime domiciliar.

Moraes também determinou que sua decisão seja comunicada ao procurador-geral Eleitoral, para ciência e adoção das medidas cabíveis, já que há a possibilidade de a carta de Bolsonaro ser enquadrada como crime eleitoral.

“A divulgação de vídeo em rede social, e utilização de expressões com carga semântica equivalente a pedido explícito de voto, pode configurar propaganda eleitoral antecipada em período vedado pela legislação, devendo ser apurada pelo Ministério Público eleitoral”, diz o ministro.

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A Polícia Civil da Paraíba deflagrou uma operação de combate ao tráfico de drogas no município de São João do Cariri, no Cariri paraibano. A ação resultou na prisão em flagrante de um suspeito e na apreensão de materiais que, segundo a polícia, estariam relacionados à comercialização de entorpecentes.

Durante a abordagem e as diligências realizadas no local, os policiais apreenderam drogas, dinheiro, uma balança de precisão, munições e uma grande quantidade de embalagens que seriam utilizadas para acondicionar e comercializar os entorpecentes.

De acordo com a Polícia Civil, o conjunto de materiais encontrados reforça as suspeitas de que o local era utilizado para a prática do tráfico de drogas. A operação faz parte das ações de enfrentamento à criminalidade desenvolvidas pelas forças de segurança no município e na região.

As investigações devem continuar com o objetivo de identificar possíveis integrantes e ramificações do grupo criminoso, inclusive em cidades vizinhas. A Polícia Civil também reforça a importância da participação da população por meio de denúncias anônimas, que podem ser realizadas pelo Disque-Denúncia 197.

O suspeito preso durante a operação foi conduzido à delegacia, onde foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. Após os procedimentos legais, ele permanece à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia.

A Polícia Civil ressalta que as investigações seguem em andamento para esclarecer a extensão das atividades criminosas e identificar outros possíveis envolvidos.

De Olho no Cariri