Ministério Público instaura inquérito para apurar possíveis ilegalidades em lei aprovada em Taperoá


O Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio da Promotoria de Justiça de Juazeirinho, instaurou um Inquérito Civil para apurar a constitucionalidade e a legalidade da Lei Municipal nº 452/2025, de Taperoá, que instituiu um sistema de premiação por desempenho para servidores do magistério municipal.

A investigação foi determinada pela promotora de Justiça Larissa Maranhão Leite Ferreira de Melo após a análise de uma Notícia de Fato instaurada a partir de representação que apontou possíveis irregularidades na norma aprovada pela Câmara Municipal.

Entre os aspectos que serão analisados pelo Ministério Público estão a possível existência de tratamento desigual entre servidores submetidos a diferentes modalidades de afastamento previstas em lei e a alegada ausência de critérios previamente divulgados para a avaliação e concessão da premiação por desempenho.

Durante a fase preliminar da apuração, foram reunidos documentos relacionados à tramitação legislativa da proposta, incluindo o projeto de lei, emendas, justificativas e a legislação posteriormente aprovada pelo município.

Segundo o MPPB, a matéria possui repercussão coletiva por envolver a regularidade da atuação administrativa e legislativa do Município de Taperoá, ultrapassando interesses individuais.

Diante da necessidade de aprofundar a investigação e do encerramento do prazo da Notícia de Fato sem elementos suficientes para conclusão, foi instaurado o Inquérito Civil.

A Promotoria de Justiça também determinou o encaminhamento integral dos autos ao Procurador-Geral de Justiça da Paraíba. A medida tem como finalidade subsidiar a análise da eventual incompatibilidade da lei municipal com a Constituição do Estado da Paraíba, uma vez que a apreciação de normas municipais em sede de controle concentrado de constitucionalidade é atribuição do Procurador-Geral de Justiça.

Com a instauração do inquérito, o Ministério Público dará continuidade à apuração para verificar se a legislação municipal observa os princípios constitucionais que regem a administração pública, como legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, adotando as medidas institucionais cabíveis conforme o resultado da investigação.

De Olho no Cariri

Paraíba Mix

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri