Concurso da Prefeitura de Campina Grande tem inscrições prorrogadas até 13 de julho e oferece 955 vagas

Os candidatos interessados em participar do concurso público da Prefeitura de Campina Grande ganharam mais tempo para se inscrever. A administração municipal confirmou a prorrogação do prazo de inscrições até o dia 13 de julho. Inicialmente, o período terminaria nesta segunda-feira (15).

Inscrições no concurso

Edital

 Edital da Guarda Municipal

 Edital para procurador

De acordo com a prefeitura e o Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan), responsável pela organização do certame, a mudança não altera o cronograma das demais etapas previstas no concurso.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, por meio do site da banca organizadora. A taxa é de R$ 110 para cargos de níveis médio e técnico e de R$ 150 para funções de nível superior.

O concurso disponibiliza 955 vagas distribuídas em diversas áreas da administração municipal. Os salários variam entre R$ 1,6 mil, para o cargo de agente administrativo, e R$ 8,8 mil para auditor fiscal da Receita Municipal.

As provas objetivas seguem previstas para os dias 29 e 30 de agosto, em turnos distintos, conforme o cargo escolhido pelo candidato. O resultado final está programado para ser divulgado em 26 de novembro de 2026.

Educação concentra maior número de vagas

A Secretaria Municipal de Educação reúne a maior oferta de oportunidades, com 547 vagas. Entre os cargos disponíveis estão:

  • Professor de Educação Infantil: 200 vagas;
  • Professor dos Anos Iniciais: 200 vagas;
  • Supervisor Educacional: 25 vagas;
  • Assistente Social Educacional: 25 vagas;
  • Professor de Língua Portuguesa: 20 vagas;
  • Professor de Matemática: 20 vagas;
  • Psicólogo Educacional: 15 vagas.
  • Saúde oferece mais de 200 oportunidades

A Secretaria Municipal de Saúde conta com 204 vagas para diferentes áreas, incluindo:

  • Técnico de Enfermagem: 50 vagas;
  • Enfermeiro I: 30 vagas;
  • Médico para PSF e UPA: 20 vagas;
  • Enfermeiro II: 20 vagas;
  • Especialidades de enfermagem obstétrica, intensivista e neonatologista: 10 vagas cada.

Também há vagas para farmacêuticos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, psicólogos e auditores em saúde.

Administração e trânsito também têm vagas

Na Secretaria de Administração, são 145 oportunidades, com destaque para:

  • Agente Administrativo: 80 vagas;
  • Guarda Municipal: 30 vagas;
  • Assistente Social: 15 vagas;
  • Músico: 10 vagas.

O concurso ainda oferece 40 vagas para agente de trânsito, além de oportunidades para engenheiros, técnicos, procuradores municipais e auditores fiscais.

  • Resumo do concurso
  • Vagas: 955
  • Escolaridade: níveis médio, técnico e superior
  • Salários: de R$ 1,6 mil a R$ 8,8 mil
  • Inscrições: até 13 de julho
  • Taxas: R$ 110 e R$ 150
  • Provas objetivas: 29 e 30 de agosto
  • Resultado final: 26 de novembro de 2026

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil