Caiado diz que Pedro dará palavra final sobre palanque na PB: ‘Seguirei o que ele definir’

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que a definição de seu palanque na Paraíba ficará sob a responsabilidade do presidente estadual do partido, o ex-deputado federal Pedro Cunha Lima.

“Quem construirá o palanque do Ronaldo Caiado será o presidente do PSD na Paraíba, Pedro Cunha Lima. Seguirei aquilo que ele definir como sendo nosso caminho no estado”, disse Caiado nesta sexta-feira (12), durante entrevista à CBN Paraíba.

O pré-candidato também afirmou que na política “não se passa o carro à diante dos bois” e “jamais tem a pretensão de poder fazer qualquer ação que não seja coordenada por quem tem a presidência do PSD na Paraíba”.

Na Paraíba, o PSD integra a aliança com o MDB de Cícero Lucena. Na chapa para a disputa pelo Governo do Estado, o partido indicou o Diogo Cunha Lima para a vaga de vice. Cícero, no entanto, ainda não definiu o posicionamento na disputa presidencial.

Com MaisPB

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil