Marcelo Queiroga escanteia Major Fábio e diz que aliança com Partido Novo ‘não agrega’

O ex-ministro da Saúde e pré-candidato ao Senado pelo PL, Marcelo Queiroga, afastou, nesta sexta-feira (12), a possibilidade de aliança com o partido Novo nas eleições deste ano. Para ele, a união “não agrega”. A legenda, porém, chegou a cogitar o nome do Major Fábio (Novo) para segunda vaga de senador da chapa majoritária da sigla bolsonarista.

“É uma aliança que do ponto de vista prático não agrega. Não tem nem tempo de televisão, nem fundo eleitoral. Então tem que se avaliar sobre esse aspecto, mas no fim do dia quem decide é o eleitor”, avaliou o ex-ministro em entrevista ao Sistema Correio.

Ao justificar seu entendimento, Queiroga citou dois motivos que “impedem” a parceria do PL com o Novo: os ataques do presidenciável Romeu Zema (Novo) a Flávio Bolsonaro (PL) e as “falas” preconceituosas do ex-governador de Minas em relação ao Nordeste.

“O Major Fábio é um companheiro, nós respeitamos, mas ele é de outro partido. É do partido Novo, cujo o pré-candidato a presidência [Romeu Zema] tem atacado o senador Flávio de maneira desarrasoada. Esté um ponto, sem contar uma das falas do governador Zema ao Nordeste. É preciso deixar bem claro isso”, complementou Marcelo Queiroga.

Com MaisPB

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB