Em Brasília, Galdino defende jornada 5×2 e diz que medida pode aquecer comércio e economia

Direto de Brasília, onde participa da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada entre os dias 18 e 21 de maio de 2026, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, saiu em defesa, nesta segunda-feira (18), da discussão sobre a jornada de trabalho 5×2 e afirmou que a medida pode trazer impactos positivos para o comércio, para a economia e para a qualidade de vida dos trabalhadores.

Durante entrevista, Galdino comparou o impacto econômico da proposta ao aumento do consumo registrado no mês de dezembro, período em que os trabalhadores recebem o 13º salário e o comércio registra crescimento nas vendas.

“Qual é o mês que os comerciantes e empresários mais ganham dinheiro? Dezembro. E por quê? Porque o trabalhador recebe o 13º e esse dinheiro retorna para o comércio”, afirmou.

Segundo o parlamentar, a redução da jornada pode gerar um efeito semelhante ao permitir que os trabalhadores tenham mais tempo livre para consumir, resolver questões pessoais e investir em lazer.

“Essa jornada 5×2 vai ter uma repercussão excelente para o comerciante e para o empresário, porque vai aumentar o consumo. Vai gerar mais demanda, mais produção e a economia vai girar mais”, declarou.

Adriano Galdino também criticou o sistema financeiro e afirmou que o setor bancário seria o principal prejudicado com a mudança, já que, segundo ele, haveria menos dinheiro parado nas instituições financeiras.

“Só tem um segmento que perde: o mercado financeiro. Os bancos pegam esse dinheiro gratuitamente e aplicam no mercado financeiro, gerando riqueza para eles”, disse.

Ainda de acordo com o presidente da ALPB, a proposta representa também um avanço social ao garantir mais tempo para convivência familiar e cuidados pessoais.

“Isso será bom principalmente para o trabalhador, que vai ter um dia a mais para sua família, para resolver questões de saúde e também para o lazer”, concluiu.

Com PB Agora

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri