Diocese de Campina Grande anuncia transferências de padres nas paróquias de São José dos Cordeiros e Gurjão

A Diocese de Campina Grande divulgou nesta terça-feira, dia 19 de maio, uma carta circular assinada pelo bispo diocesano Dom Dulcênio Fontes de Matos, anunciando a criação de novas paróquias, além de transferências e nomeações de padres para diversas cidades pertencentes à diocese.

Na região do Cariri paraibano, as mudanças envolveram as cidades de São José dos Cordeiros e Gurjão, sendo estas as únicas transferências de sacerdotes anunciadas para a região.

Entre as nomeações, o padre Fagner Wellington foi anunciado como novo pároco da Paróquia Nossa Senhora das Dores, em São José dos Cordeiros. O sacerdote chega para substituir o padre Manoel Cristino, que foi transferido para assumir a Paróquia São Sebastião, no município de Gurjão.

A chegada do padre Fagner já é motivo de alegria e expectativa entre os fiéis católicos cordeirenses, que passam a acolher o novo pároco para dar continuidade aos trabalhos pastorais e religiosos desenvolvidos na paróquia do município.

Já em Gurjão, o padre Manoel Cristino retorna a uma comunidade onde já possui proximidade e conhecimento com os fiéis católicos locais, tendo celebrado missas e participado de momentos religiosos na cidade em outras ocasiões.

O sacerdote assume a missão de conduzir a Paróquia São Sebastião após o falecimento do padre Dorivaldo, ocorrido recentemente e que gerou grande comoção entre os católicos da cidade e região.

As nomeações e transferências anunciadas pelo Bispo Dom Dulcênio fazem parte da reorganização pastoral promovida pela Diocese de Campina Grande, fortalecendo a atuação da Igreja Católica e renovando as missões sacerdotais nas paróquias do interior paraibano.

CONFIRA A CARTA CIRCULAR NA ÍNTEGRA:

Reverendíssimos Padres e Diáconos,
Estimados fiéis desta Diocese,

Considerando as necessidades pastorais da Igreja Diocesana de Campina Grande e o bem de todos os fiéis, anunciamos:

1.       Criação de Paróquia e Administração do Santuário

– A criação da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Damião e a nomeação como Pároco do Pe. Francisco de Assis Tomáz do Nascimento.

– Confiamos a Reitoria do Santuário da Divina Misericórdia, Bairro Cuités, em Campina Grande, à Ordem dos Cônegos Regulares Lateranenses.

2. Transferências e Nomeações de Padres

– A nomeação do Pe. Danilo César de S. Bezerra como Pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição e Santa Rosa de Lima, em Barra de Santa Rosa.

– A nomeação do Pe. Evanilson José Sousa como Pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, Catedral Diocesana, em Campina Grande.

– A nomeação do Pe. Fagner Wellignton G. da Silva como Pároco da Paróquia de Nossa Senhora das Dores, em São José dos Cordeiros.

– A nomeação do Pe. Francisco Evaristo B. Filho como Pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Livramento, em Umbuzeiro.

– A nomeação do Pe. Haroldo Andrade Silva como Pároco da Paróquia de São Sebastião, em São Sebastião de Lagoa de Roça.

– A nomeação do Pe. Henrique Gustavo F. Leal como Pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Guia, em Queimadas.

– A nomeação do Pe. Luciano Guedes do Nascimento Silva como Pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Bom Conselho, em Esperança.

– A nomeação do Pe. Manoel Cristino S. das Chagas como Pároco da Paróquia de São Sebastião, em Gurjão.

– A nomeação do Pe. Thiago de Macêdo Félix como Pároco da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, Bairro Palmeira, em Campina Grande.

– A nomeação do Pe. José de Arimatéa Alves Junior como Vigário Paroquial da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição e Santa Rosa de Lima, em Barra de Santa Rosa.

3. Nomeações dos Diáconos que serão Ordenados Presbíteros

– Quando de sua Ordenação Presbiteral, a nomeação do Pe. Allan Pereira Silva como Administrador Paroquial da Paróquia de São José, em Gado Bravo.

– Quando de sua Ordenação Presbiteral, a nomeação do Pe. Mayke Everson da Silva Araújo, como Administrador Paroquial da Paróquia de São José, em Areial.

– Quando de sua Ordenação Presbiteral, a nomeação do Pe. Miguel Rocha Braga Vieira, como Vigário Paroquial da Paróquia de São Sebastião, em Picuí.

4. Nomeações dos Diáconos Permanentes 

– A nomeação do Diácono Antônio Lisboa Leitão de Souza para a Paróquia de Nossa Senhora das Dores e São Lucas, Estreito, em Campina Grande.

– A nomeação do Diácono Antônio Rodrigues para Paróquia de Sagrada Família, Rocha Cavalcante, em Campina Grande.

– A nomeação do Diácono Auri Gomes Pedrosa para Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, Catolé, em Campina Grande.

– A nomeação do Diácono Carlos Miguel dos Santos para Paróquia de Santa Ana, em Alagoa Nova.

– A nomeação do Diácono David Severino para a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição e São Bento, em Cabaceiras.

– A nomeação do Diácono Erick Nóbrega de Morais para a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, Prata, em Campina Grande.

– A nomeação do Diácono Josihelio Albuquerque Diniz para Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Lagoa Seca.

– A nomeação do Diácono Sandoval Arcanjo Bezerra para Paróquia de São João Batista, em Fagundes.

– A nomeação do Diácono Wellignton Eugênio para Paróquia de São Pedro e São Paulo, em Queimadas.

Para maior glória de Deus,

DOM DULCÊNIO FONTES DE MATOS
Bispo Diocesano de Campina Grande

DE OLHO NO CARIRI

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil