Chuvas na Paraíba já deixam mais de 2,2 mil desalojados, aponta governo federal

As fortes chuvas registradas na Paraíba desde 1º de maio já afetaram mais de 16,1 mil pessoas em todo o estado, segundo boletim do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) deste domingo (3). Técnicos da Defesa Civil Nacional passaram a atuar no auxílio à reconstrução das áreas atingidas.

No estado, as chuvas já deixaram duas mortes por choque elétrico e levaram municípios a decretarem situação de emergência, em meio a alagamentos, deslizamentos e famílias desabrigadas.

Os dados divulgados pelo MIDR neste domingo (3) ainda apontam que a Paraíba tem 13 municípios afetados pelas chuvas, 2.210 desalojados, 703 desabrigados, dois mortos e 13 decretos municipais de situação de emergência reconhecidos no estado.

No sábado (2), a Paraíba já tinha mais de 16 mil afetados pelas chuvas, sendo que destes, entre 514 e 624 pessoas eram pessoas desalojadas e cerca de 703 pessoas estavam desabrigadas.

“As ações aqui são imediatamente para atendimento da população, inicialmente para assistência humanitária, instrução processual para saber se o município já fez o decreto da situação de anormalidade, se o Estado já tem também um decreto onde vai abranger os municípios afetados, e a partir deste ato administrativo a União pode ser provocada para solicitação de recursos, primeiramente para assistência humanitária, atendimento imediato, posteriormente para restabelecimento do cenário, limpeza, desobstrução de vias, bueiros, e a última etapa, a questão de recuperação e reconstrução”, explicou Frederico Santana, da Defesa Civil Nacional.

Cidades em situação de emergência

Na Paraíba, municípios já decretaram situação de emergência por conta das chuvas históricas registradas desde a última sexta-feira (1°). Segundo levantamento, as cidades são algumas das mais afetadas pelo alto volume de chuvas.

A medida visa garantir atuação imediata do poder público para mitigar os danos e prestar assistência à população e foi publicada nos Diários Oficiais de cada Município.

O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (Progressistas), anunciou que vai decretar situação de calamidade pública no estado, após as fortes chuvas que causaram alagamentos e danos estruturais em diversas cidades. Das 13 cidades que, segundo o MIDR, decretaram situação de emergência por causa das chuvas, identificou que oito já oficializaram a medida. São elas:

  1. Conde
  2. Bayeux
  3. Santa Rita
  4. Rio Tinto
  5. Massaranduba
  6. Lagoa Seca
  7. Itatuba
  8. Ingá

Previsão para os próximos dias

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) não renovou os alertas de chuvas intensas para cidades da Paraíba. A previsão do instituto para João Pessoa é de pancadas de chuvas isoladas ao longo deste domingo (3).

Com Jornal da Paraíba

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil