Ministério Público apura repasse de mais de R$ 1,7 milhão sem licitação realizado pela Prefeitura de Assunção

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou, nesta quarta-feira (7), um Procedimento Preparatório para investigar possíveis irregularidades na contratação de uma empresa de combustíveis pela Prefeitura de Assunção, no Cariri. O caso envolve pagamentos superiores a R$ 1,7 milhão realizados por meio de dispensa de licitação.

A apuração foi formalizada por meio de uma portaria assinada pelo 17º Promotor de Justiça de Campina Grande, Alyrio Batista de Souza Segundo. O procedimento tem como foco analisar a legalidade das contratações e identificar eventuais danos ao erário público.

De acordo com o documento, os fatos investigados envolvem o ex-prefeito de Assunção, Luiz Waldvogel de Oliveira Santos, e o atual prefeito do município, Wagner Felipe de Oliveira Vilar, que na época exercia o cargo de vice-prefeito. Segundo o MP, a empresa teria recebido mais de R$ 1,7 milhões pela venda de combustíveis ao município sem a realização de processo licitatório regular.

O procedimento foi registrado e seguirá em tramitação no âmbito da Promotoria de Justiça Regional de Campina Grande, que atua na defesa do patrimônio público, fundações e entidades do terceiro setor.

Até o momento, não há conclusão sobre a existência de irregularidades, e os investigados ainda poderão apresentar esclarecimentos no decorrer das apurações.

De Olho no Cariri

Com Mais PB

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

Aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) sem biometria facial nas bases do governo federal voltaram a poder contratar empréstimos consignados. A autorização poderá ser feita pelo aplicativo Meu INSS, com acesso por dados bancários.

A mudança já está em vigor, após a publicação da Instrução Normativa 213 do INSS, na última quarta-feira (19).

PRINCIPAIS MUDANÇAS

A nova regra altera procedimentos para contratação e portabilidade do consignado.

Os principais pontos são:

  • Beneficiários sem biometria facial poderão autorizar o empréstimo pelo Meu INSS, usando dados bancários;
  • Na portabilidade, o segurado deverá assinar um termo específico no aplicativo;
  • O banco que receber o contrato terá 20 dias para confirmar a transferência. Sem confirmação, a operação será cancelada;
  • O desconto no benefício só poderá ocorrer após o banco enviar a documentação exigida ao INSS;
  • As instituições terão de informar, em até sete dias úteis, os dados do depósito do empréstimo na conta do beneficiário;
  • A autorização do desconto não poderá ser feita por telefone nem comprovada por gravação de voz.


REQUISITOS DE SEGURANÇA

A biometria facial havia sido adotada em agosto do ano passado, como requisito para reforçar a segurança e combater fraudes após a série de escândalos no INSS no ano passado. A tecnologia continua disponível para quem tem fotos nas bases oficiais, como CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e Justiça Eleitoral.

Com as novas regras, quem não tem registro biométrico não ficará impedido de contratar o crédito. Apesar da dispensa da obrigação, o INSS alega que a instrução normativa tem uma série de requisitos para prevenir fraudes.

Depois da autorização do titular, a instituição que receberá o contrato terá 20 dias para confirmar a operação. Se não houver confirmação dentro desse prazo, a transferência será cancelada.

O beneficiário também deverá assinar um termo de autorização no aplicativo Meu INSS. Segundo a nota do instituto, “a exigência reforça a necessidade de anuência expressa do titular para a transferência do contrato”.

PORTABILIDADE

Na transferência de uma dívida para outro banco, o beneficiário deverá assinar um termo de autorização no Meu INSS. Segundo o instituto, “a exigência reforça a necessidade de anuência expressa do titular para a transferência do contrato”.

O INSS determinou que a operação só produza efeitos depois do envio da documentação exigida pela instituição financeira. Antes disso, não haverá desconto no benefício nem repasse de valores à instituição financeira.

A medida inclui contrato, autorização expressa do desconto e informações sobre valor, parcelas, juros e instituição responsável pela operação.

DINHEIRO RASTREADO

Os bancos também terão de informar ao INSS, em até sete dias úteis, os dados do depósito do empréstimo. A medida permitirá cruzar o contrato registrado no benefício com o efetivo recebimento do dinheiro e ajudar na identificação de operações fraudulentas.

O INSS informa que o Meu INSS Vale+, modalidade de antecipação de até R$ 150 do benefício para aposentados e pensionistas, permanece suspenso.