Paraíba deve registrar chuvas abaixo da média no início de 2026, prevê meteorologia

A Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA) divulgou, nesta semana, o prognóstico climático para o primeiro trimestre de 2026, indicando que as chuvas no estado devem ocorrer de normal a abaixo da média, com alta variabilidade espacial e temporal, especialmente nas regiões do semiárido paraibano.

De acordo com o boletim, que analisa o período de janeiro a março de 2026, as áreas do Alto Sertão, Sertão, Cariri e Curimataú, que concentram historicamente os maiores volumes de chuva neste trimestre, poderão registrar precipitações irregulares, influenciadas principalmente pelas condições oceânicas e atmosféricas globais.

O relatório aponta a persistência de condições associadas ao fenômeno La Niña, com temperaturas da superfície do mar abaixo da média no Pacífico Equatorial. Embora haja tendência de enfraquecimento do fenômeno ao longo do verão no Hemisfério Sul, os efeitos ainda impactam a circulação atmosférica.

Previsão mês a mês

– Janeiro de 2026: o mês deve apresentar grande variabilidade, com possibilidade de chuvas localmente intensas, associadas à atuação de Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCAN). A tendência geral é de chuvas entre normal e abaixo da média.

– Fevereiro de 2026: marca o início da atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema indutor de chuvas no semiárido. Ainda assim, a previsão indica irregularidade na distribuição das chuvas.

– Março de 2026: considerado climatologicamente o mês mais chuvoso para o interior do estado, deverá registrar chuvas próximas da normalidade, porém com elevada variação no tempo e no espaço.

Situação nas demais regiões

Para as regiões do Litoral, Brejo e Agreste, que têm o período mais chuvoso concentrado entre abril e julho, a AESA aponta que os volumes acumulados no trimestre devem ficar em torno da média histórica, mesmo fora do pico da quadra chuvosa.

MaisPB

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

A ex-prefeita de Santo André, Silvana Marinho, declarou apoio ao deputado federal Hugo Motta durante um evento político realizado nesta sexta-feira (21), em Juazeirinho. Silvana esteve acompanhada do pai, o ex-prefeito Dr. Marinho, além das lideranças Arimatéa Porto e Rivaldo Júnior.

A movimentação reforça o distanciamento político entre Silvana e o prefeito de Santo André, Edglei. No último dia 11 de agosto, a ex-prefeita já havia sinalizado o rompimento ao anunciar que votará em Adriano Galdino para deputado estadual, contrariando a orientação política do prefeito.

Apesar do afastamento, Edglei mantém uma base política considerada fortalecida no município. O grupo conta com o vice-prefeito, os sete vereadores da base governista, todos os suplentes ligados ao grupo, além de outras lideranças locais, como Fabrício da Malhada Alegre.

Outro ponto que chama atenção no cenário político é a posição de Zenaldo Marinho e Assis Benjamim, irmão e cunhado de Silvana, respectivamente. Os dois decidiram permanecer no grupo de Edglei, acompanhando os candidatos apoiados pelo prefeito e não aderindo ao movimento de oposição liderado por Silvana.

As recentes movimentações começam a mexer com o tabuleiro político de Santo André e já alimentam especulações sobre a sucessão municipal de 2028. O cenário ainda está em construção, mas as articulações antecipadas aumentam a expectativa em torno de possíveis candidaturas a prefeito e vice-prefeito.

Nos bastidores da política local, uma das perguntas que começa a ganhar força é: a oposição de Santo André, formada por lideranças como Júnior, Patrícia, Neguinho e Arimatéa, aceitará ser liderada por Silvana Marinho nas eleições de 2028?

Até lá, o cenário deve passar por novas alianças, rompimentos e mudanças de posicionamento, que poderão definir os rumos da disputa municipal.

De Olho no Cariri