Autoescola para tirar CNH deixará de ser obrigatória ainda em 2025

O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB-AL), afirmou que a proposta do governo para acabar com a obrigatoriedade das autoescolas na emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) deve começar a valer ainda este ano. O anúncio ocorreu durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC, nesta quarta-feira (29/10).

Renan explicou que a mudança será implementada por meio de uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), sem necessidade de aprovação do Congresso Nacional. Segundo ele, o objetivo é reduzir custos e simplificar o processo de habilitação.


Entenda proposta de aulas gratuitas

  • O governo estuda oferecer aulas gratuitas on-line em escolas públicas para preparar candidatos para as provas teórica e prática para obter a Carteira Nacional de Habilitação.
  • Com o novo modelo, o cidadão poderá escolher entre contratar um Centro de Formação de Condutores (CFC) ou instrutores autônomos credenciados, que poderão usar o carro do próprio aluno, desde que o veículo esteja identificado.
  • Os profissionais deverão ter certificação emitida pelo Ministério dos Transportes ou pelos Detrans. Atualmente, o processo exige 45 horas de aulas teóricas e 40 de práticas — sendo 20 para carro e 20 para moto.

Com a flexibilização, a expectativa é reduzir em até 80% o custo total da habilitação. O governo também avalia incluir a preparação para a CNH no currículo de escolas públicas.

Renan afirmou que o valor atual, que pode chegar a R$ 5 mil e levar até nove meses para conclusão, é “impeditivo” e faz com que milhões de pessoas dirijam sem carteira.

Autoescolas continuarão no mercado

O ministro ressaltou que as autoescolas continuarão existindo, mas perderão a exclusividade na formação de condutores. A proposta está em consulta pública até domingo (2/11). Depois desse prazo, o Contran deve publicar a resolução com as novas regras.

Renan rebateu críticas do setor e disse que a resistência parte de “quem quer manter uma reserva de mercado”.

“O cidadão do Brasil sabe o que significa tirar uma carteira, passar por uma autoescola. Depois, ele vai ao Detran e é encaminhado para outro local. Não tem lógica, há uma venda casada de vários produtos. Junta-se o preço da autoescola, do Detran, de exames e o cidadão não sabe direito o que está pagando”, diz Renan em um trecho da entrevista.

Segundo ele, cerca de 200 mil instrutores poderão atuar de forma independente, e a expectativa é que a maior procura pela CNH gere novas oportunidades de trabalho.

Com Metrópoles

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

A ex-prefeita de Santo André, Silvana Marinho, declarou apoio ao deputado federal Hugo Motta durante um evento político realizado nesta sexta-feira (21), em Juazeirinho. Silvana esteve acompanhada do pai, o ex-prefeito Dr. Marinho, além das lideranças Arimatéa Porto e Rivaldo Júnior.

A movimentação reforça o distanciamento político entre Silvana e o prefeito de Santo André, Edglei. No último dia 11 de agosto, a ex-prefeita já havia sinalizado o rompimento ao anunciar que votará em Adriano Galdino para deputado estadual, contrariando a orientação política do prefeito.

Apesar do afastamento, Edglei mantém uma base política considerada fortalecida no município. O grupo conta com o vice-prefeito, os sete vereadores da base governista, todos os suplentes ligados ao grupo, além de outras lideranças locais, como Fabrício da Malhada Alegre.

Outro ponto que chama atenção no cenário político é a posição de Zenaldo Marinho e Assis Benjamim, irmão e cunhado de Silvana, respectivamente. Os dois decidiram permanecer no grupo de Edglei, acompanhando os candidatos apoiados pelo prefeito e não aderindo ao movimento de oposição liderado por Silvana.

As recentes movimentações começam a mexer com o tabuleiro político de Santo André e já alimentam especulações sobre a sucessão municipal de 2028. O cenário ainda está em construção, mas as articulações antecipadas aumentam a expectativa em torno de possíveis candidaturas a prefeito e vice-prefeito.

Nos bastidores da política local, uma das perguntas que começa a ganhar força é: a oposição de Santo André, formada por lideranças como Júnior, Patrícia, Neguinho e Arimatéa, aceitará ser liderada por Silvana Marinho nas eleições de 2028?

Até lá, o cenário deve passar por novas alianças, rompimentos e mudanças de posicionamento, que poderão definir os rumos da disputa municipal.

De Olho no Cariri