Emissão de CNH sem autoescola deve começar a valer este ano, diz ministro

A proposta que retira a obrigatoriedade das autoescolas para a emissão da CNH deve vigorar ainda este ano. A informação foi confirmada pelo ministro dos Transportes Renan Filho, durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro” nesta quarta-feira (29).

Como se trata de uma resolução, a medida não passará pela análise do Congresso Nacional. No entanto, o Legislativo pode contribuir para o debate.

Dados do Ministério dos Transportes indicam que cerca de 20 milhões de pessoas conduzem veículos sem a CNH por causa do alto custo, algo em torno de R$ 4 mil.

Segundo a proposta, o candidato vai decidir como e onde aprender, seja presencialmente, on-line ou em um formato híbrido, podendo escolher entre:

  • Fazer um curso on-line oferecido pelo Ministério dos Transportes
  • Estudar em autoescolas tradicionais, de forma presencial ou à distância
  • Optar por escolas públicas de trânsito (como o Detran) ou instituições credenciadas

Curso gratuito

Para garantir o acesso ao conteúdo, o Governo do Brasil vai oferecer o curso teórico de forma gratuita.

“Vamos oferecer o curso às pessoas gratuitamente. Curso de legislação, cidadania, direção defensiva, meio ambiente. As matérias necessárias para tirar uma carteira de habilitação na prova teórica”, disse Renan Filho

Redução no custo

A expectativa do Governo é reduzir o custo do processo em até 80%, ampliando a inclusão social e a regularização do trânsito no país. A iniciativa prevê que o condutor escolha como se preparar para os exames teórico e prático, que continuarão obrigatórios. A autoescola continuará sendo uma opção para quem precisar de apoio.

Consulta pública

A consulta pública conduzida pelo Ministério dos Transportes segue disponível até o dia 2 de novembro para envio de sugestões e contribuições da população. A minuta do projeto pode ser acessada na plataforma Participa + Brasil e depois seguirá para análise do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

De Olho no Cariri

Com Portal Correio

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

A ex-prefeita de Santo André, Silvana Marinho, declarou apoio ao deputado federal Hugo Motta durante um evento político realizado nesta sexta-feira (21), em Juazeirinho. Silvana esteve acompanhada do pai, o ex-prefeito Dr. Marinho, além das lideranças Arimatéa Porto e Rivaldo Júnior.

A movimentação reforça o distanciamento político entre Silvana e o prefeito de Santo André, Edglei. No último dia 11 de agosto, a ex-prefeita já havia sinalizado o rompimento ao anunciar que votará em Adriano Galdino para deputado estadual, contrariando a orientação política do prefeito.

Apesar do afastamento, Edglei mantém uma base política considerada fortalecida no município. O grupo conta com o vice-prefeito, os sete vereadores da base governista, todos os suplentes ligados ao grupo, além de outras lideranças locais, como Fabrício da Malhada Alegre.

Outro ponto que chama atenção no cenário político é a posição de Zenaldo Marinho e Assis Benjamim, irmão e cunhado de Silvana, respectivamente. Os dois decidiram permanecer no grupo de Edglei, acompanhando os candidatos apoiados pelo prefeito e não aderindo ao movimento de oposição liderado por Silvana.

As recentes movimentações começam a mexer com o tabuleiro político de Santo André e já alimentam especulações sobre a sucessão municipal de 2028. O cenário ainda está em construção, mas as articulações antecipadas aumentam a expectativa em torno de possíveis candidaturas a prefeito e vice-prefeito.

Nos bastidores da política local, uma das perguntas que começa a ganhar força é: a oposição de Santo André, formada por lideranças como Júnior, Patrícia, Neguinho e Arimatéa, aceitará ser liderada por Silvana Marinho nas eleições de 2028?

Até lá, o cenário deve passar por novas alianças, rompimentos e mudanças de posicionamento, que poderão definir os rumos da disputa municipal.

De Olho no Cariri