Fábrica e lojas são interditadas por vender produtos naturais sem registro

Quatro lojas e uma fábrica foram interditadas, em João Pessoa e Campina Grande, por vender produtos naturais com fins terapêuticos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta quarta-feira (9). A interdição aconteceu após operação conjunta entre Ministério Público da Paraíba (MPPB), Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) e Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa).

Em João Pessoa, foi interditada uma loja de um grupo empresarial localizada no bairro de Mangabeira. Já em Campina Grande, três lojas e uma fábrica do mesmo grupo foram interditadas. Uma outra loja ainda foi autuada por irregularidades.

Relatórios técnicos os órgão apontaram que os estabelecimentos comercializavam cápsulas, chás e compostos naturais com alegações terapêuticas para emagrecimento, desintoxicação e regulação intestinal, sem que os produtos estivessem registrados na Anvisa.

Houve a verificação também de falhas nas rotulagens desses produtos, com ausência de informações obrigatórias, como informações de validade e número do lote. A operação apontou publicidade enganosa, com promessas de cura e efeitos não comprovados.

Não foram informadas quais os nomes das lojas e também da fábrica.

O diretor regional do MP-Procon, Osvaldo Lopes Barbosa, disse que é essencial que esse tipo de produto tenha registro na agência reguladora para que não exista prejuízo para a saúde de quem o consome.

“Sem registro na Anvisa, não há qualquer garantia de que esses produtos sejam seguros ou eficazes. O consumidor, muitas vezes atraído por promessas rápidas de emagrecimento ou cura, acaba exposto a compostos com dosagens inadequadas, contaminações ou efeitos adversos”, disse.

Participante da operação, a Sefaz também investiga possíveis fraudes fiscais dos estabelecimentos.

De Olho no Cariri

Com Jornal da Paraíba

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB