NO CARIRI: MP abre Procedimento Preparatório para investigar construção de parque de vaquejada ‘fantasma’

O Ministério Público da Paraíba instaurou um Procedimento Preparatório para apurar uma denúncia sobre suposto desvio de verba pública no município de Riacho de Santo Antônio, no Cariri paraibano. A investigação gira em torno de um convênio no valor de R$ 236.448,97, destinado à construção de um parque de vaquejada que, segundo a denúncia, jamais saiu do papel.

O atual prefeito do município é Marcelo Barbosa, do Republicanos, mas não há informações no despacho de instauração do inquérito sobre quando o convênio foi firmado. Antes dele, o gestor era Gilson, do antigo PROS – que se fundiu com o Solidariedade.

A apuração está sob responsabilidade da 15ª Promotoria de Justiça de Campina Grande, que atua na área do patrimônio público. A medida foi oficializada por meio da Portaria nº 12/2025, assinada pelo promotor Alcides Leite de Amorim no último dia 25 de junho.

De acordo com o texto da portaria, a denúncia foi apresentada de forma anônima à Ouvidoria do MPPB e aponta que o município teria recebido os recursos para execução da obra, mas o equipamento público nunca foi efetivamente construído.

O objetivo do Ministério Público é esclarecer os fatos, identificar os responsáveis e avaliar a existência de ilícitos funcionais ou infrações administrativas. Caso sejam confirmadas irregularidades, o procedimento poderá resultar em uma Ação Civil Pública para reparação de danos ao erário.

A portaria autoriza a realização de diligências, como coleta de depoimentos, requisição de documentos, perícias e notificações. Foram designados como secretários do procedimento os servidores Ana Valquíria de Almeida Macêdo, Flávio Henrique de Morais Gonçalves, Graziela Soares Ribeiro e Jefferson Eliério Pontes Oliveira.

Com Fonte 83

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB