Tribunal do júri condena acusados pelo homicídio brutal em cidade do Cariri; crime teve motivação passional

Foi realizado e concluído o julgamento de um dos crimes mais chocantes dos últimos tempos no Cariri paraibano. Os dois acusados pelo homicídio registrado na zona rural de Zabelê foram condenados nesta semana pelo Tribunal do Júri.

Thiago, apontado como o autor principal do crime, recebeu uma pena média de 20 anos e 5 meses de reclusão. Já Daniel, que participou da ação com o ato de destruição do corpo, foi condenado a 1 ano de prisão por destruição de cadáver.

A sessão do júri foi marcada por forte esquema de segurança, com a atuação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Penal, garantindo a ordem e a integridade dos presentes durante todo o julgamento.

Relembre o caso:

Na manhã de uma sexta-feira, 24 de maio, moradores da zona rural de Zabelê encontraram um carro completamente carbonizado. O que parecia ser apenas um veículo incendiado revelou uma cena ainda mais estarrecedora: um corpo carbonizado estava no interior do automóvel.

Rapidamente, a Polícia Civil foi acionada e iniciou as investigações. Em poucas horas, dois jovens foram presos em flagrante: um de 19 anos e outro de 22. Segundo o delegado Gilson Duarte, a motivação do crime seria passional. A vítima mantinha um relacionamento extraconjugal com a mãe de um dos acusados, o que teria gerado revolta e levado à execução.

A própria mulher confirmou à polícia o relacionamento com a vítima e reconheceu as roupas da mesma no local do crime.

Com a condenação dos envolvidos, o caso, que causou grande comoção na cidade e em toda a região, tem agora uma resposta da Justiça. A expectativa é que a sentença sirva também como alerta e reforço ao combate à violência motivada por vingança e intolerância.

De Olho no Cariri

Com Paraíba da Gente

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil